DGS reconhece que falta de dados impede panorama completo das cesarianas

Rita Sá Machado, que hoje foi ouvida na comissão parlamentar de saúde sobre o aumento das taxas de cesarianas, que em 2025 bateram o recorde no Serviço Nacional de Saúde (SNS) e chegaram quase aos 33% do total de partos no setor público, disse que a maior parte dos dados que a Direção-Geral da Saúde (DGS) tem provêm de “recolha manual”.

A diretora-geral da Saúde reconheceu hoje que a falta de um sistema integrado de dados sobre cuidados obstétricos no setor púbico e privado impede as autoridades de conhecerem o panorama completo do aumento das taxas de cesarianas.

Rita Sá Machado, que hoje foi ouvida na comissão parlamentar de saúde sobre o aumento das taxas de cesarianas, que em 2025 bateram o recorde no Serviço Nacional de Saúde (SNS) e chegaram quase aos 33% do total de partos no setor público, disse que a maior parte dos dados que a Direção-Geral da Saúde (DGS) tem provêm de “recolha manual”.

“Não existe em todas instituições, no SNS ou no privado, um registo clínico organizado para esta área que, de forma automatizada, envie informação”, disse a responsável.

Os dados de 2025 indicam que o SNS bateu um recorde de cesarianas (mais de 22 mil, +5%), com os hospitais das regiões Norte e Alentejo a registarem os piores resultados do país. Estes valores agravam para 33,2% o peso das cesarianas no total de partos no serviço público.

Ouvida sobre esta matéria, Rita Sá Machado considerou importante reforçar a qualidade dos dados e a monitorização nesta área, apontando a criação de um registo adaptado aos cuidados obstétricos e a digitalização do boletim de saúde da grávida.

LUSA

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