UMinho reforça apoio à autoavaliação das escolas com 37 novos acordos

O encontro reuniu investigadores, professores, diretores de escolas e estudantes para refletir sobre os desafios da autoavaliação e da melhoria das organizações educativas.
Joana Sousa aponta a falta de professores como principal dificuldade para integração do plano de autoavaliação nas escolas

A Universidade do Minho assinalou os 10 anos do Observatório de Autoavaliação de Escolas e os 20 anos da Avaliação Externa das Escolas, no VII Seminário do Observatório, que decorreu no Instituto de Educação, em Braga.

O encontro reuniu investigadores, professores, diretores de escolas e estudantes para refletir sobre os desafios da autoavaliação e da melhoria das organizações educativas. Durante a iniciativa foram ainda assinados 37 novos acordos de colaboração com agrupamentos de escolas e escolas não agrupadas na região.

Em entrevista à RUM, Joana Sousa, Investigadora do Centro de Investigação em Educação (CIEd) afirmou que o seminário permitiu dar a conhecer práticas desenvolvidas por escolas de todo o país e reforçar o trabalho conjunto entre a academia e a comunidade educativa.

‘Fizemos a assinatura de novos acordos de colaboração com a comunidade escolar. Assinámos 37 acordos com agrupamentos de escolas e escolas não agrupadas da região

Joana Sousa, Investigadora do Centro de Investigação em Educação
Joana Sousa aponta que uma das partes importantes do Observatório é permitir e oferecer formação aos professores baseada no conhecimento científico

Apesar dos avanços registados, Joana Sousa alertou para as dificuldades que muitas escolas continuam a enfrentar na implementação de processos de autoavaliação. Entre os principais desafios está a instabilidade das equipas docentes.

A retenção dos professores é um dos pontos apontados pelas escolas como uma dificuldade para as práticas de autoavaliação

A investigadora afirma que ainda existem dificuldades para as práticas de autoavaliação

O Observatório pretende agora reforçar o seu papel de parceiro das escolas, promovendo práticas de autoavaliação cada vez mais autónomas e sustentadas.

Queremos não só observar a mudança, mas colaborar diretamente com as organizações educativas, construindo pontes e ferramentas que as apoiem nas suas dinâmicas de autoavaliação e autonomia

O Observatório deseja que, no futuro, as escolas já nãp precisem deste auxílio

Através de investigação, da formação e da colaboração com as escolas, o Observatório pretende continuara a promover processos de autoavaliação sustentados, com a ambição de que, no futuro, as próprias instituições conduzam este processo de forma cada vez mais autónoma.

*escrito por Eduarda Sequeira e editado por Marcelo Hermsdorf

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