UMinho entre as melhores do mundo. Academia minhota em destaque no ranking global da QS

A instituição consolida a posição internacional ao garantir o 572.º lugar e faz parte do lote restrito de onze universidades portuguesas reconhecidas entre as 1504 melhores do planeta.

A Universidade do Minho consolida a sua posição internacional ao garantir o 572.º lugar no prestigiado QS World University Rankings. A instituição faz parte do lote restrito de nove universidades portuguesas reconhecidas entre as 1504 melhores do planeta, numa edição marcada pela perda de terreno das potências ocidentais e pela forte ascensão da China.

No panorama português, o ranking é liderado pela Universidade de Lisboa, que ocupa o 232.º posto, seguida de perto pela Universidade do Porto (55.ª) e pela Universidade Nova de Lisboa (337.ª). O grupo de nove instituições lusas presentes na lista das 1504 melhores do mundo fica completo com a Universidade de Coimbra (342.ª), Universidade de Aveiro (425.ª), e ainda a Universidade Católica Portuguesa, o ISCTE, a Universidade da Beira Interior e a Universidade do Algarve.


A ascensão da China e o declínio anglo-saxónico

Apesar da consistência portuguesa, a análise global dos dados revela uma mudança estrutural de paradigma. Verifica-se uma clara “erosão da vantagem competitiva das universidades ocidentais de nível intermédio”. De acordo com o relatório, 65% das instituições norte-americanas perderam posições face ao ano anterior. O Reino Unido partilha desta tendência negativa, com 40% das suas universidades a registarem descidas na classificação.

Em sentido inverso, as universidades chinesas continuam a aproximar-se do topo, alavancadas por um forte investimento público e por uma influência científica crescente em áreas estratégicas como a ciência, engenharia e saúde. A China conta agora com 85 universidades entre as classificadas (mais 13 do que no ano passado), colocando atualmente três instituições no “top 30” mundial.

O topo absoluto da tabela continua a ser dominado pelos suspeitos do costume, com o Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) a manter a primeira posição, seguido pelo Imperial College London, e ladeados por gigantes como Harvard, Oxford e Cambridge. No entanto, a diretora-executiva da QS, Jessica Turner, deixa um alerta claro: o domínio anglo-saxónico está ameaçado pela dificuldade em atrair estudantes internacionais, seja devido a questões financeiras ou a políticas restritivas de imigração (como as vistas nas anteriores administrações dos EUA).

Partilhe esta notícia
Ariana Azevedo
Ariana Azevedo

Jornalista na RUM

Deixa-nos uma mensagem

Deixa-nos uma mensagem
Prova que és humano e escreve RUM no campo acima para enviar.
Livros com RUM
NO AR Livros com RUM A seguir: Só Jazz às 22:00
00:00 / 00:00