Trabalhadores das IPSS em greve e concentração por novas negociações

Segundo o CESP, a CNIS recusa continuar as negociações com estes sindicatos com o argumento de “já ter acordado uma revisão do CCT [Contrato Coletivo de Trabalho] com sindicatos da UGT”, o que considera “inadmissível”.

Os trabalhadores das Instituições Particulares de Solidariedade Social estão, esta quinta-feira, em greve para exigir o retomar das negociações da revisão do Contrato Coletivo de Trabalho com a Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade (CNIS).

A paralisação, convocada por várias estruturas sindicais, incluindo a Fenprof, o CESP e outras organizações ligadas à CGTP-IN, surge após a Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade ter recusado continuar as negociações com a Comissão Negociadora Sindical, alegando já ter alcançado um acordo de revisão do Contrato Coletivo de Trabalho (CCT) com sindicatos afetos à UGT.

A mobilização dos trabalhadores começou ainda na noite desta quarta-feira, com uma vigília iniciada às 21h00, frente à sede da CNIS, no Porto. Os trabalhadores realizam uma concentração com manifestação, no mesmo local, durante o dia de quinta-feira, a partir das 10:30.

“Exigimos que a CNIS negoceie seriamente com os sindicatos com mais trabalhadores sindicalizados — CESP/FEPCES, FENPROF, SEP, SIFAP, FESAHT, SFP, STSSSS e STSS — em vez de se limitar a fazer acordos para aumentos de migalhas com os sindicatos da UGT!”, lê-se no comunicado.

Além do CESP, esta ação de luta junta a Federação Nacional de Professores (Fenprof), Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP), Sindicato Nacional dos Profissionais de Farmácia e Parafarmácia (SIFAP), Federação dos Trabalhadores da Agricultura, Alimentação, Bebidas, Hotelaria e Turismo de Portugal (FESAHT), Sindicato dos Fisioterapeutas Portugueses (SFP), Sindicato dos Trabalhadores da Saúde, Solidariedade e Segurança Social (STSSS) e o Sindicato Nacional dos Técnicos Superiores de Saúde das Áreas de Diagnóstico e Terapêutica (STSS).

Segundo o CESP, a CNIS recusa continuar as negociações com estes sindicatos com o argumento de “já ter acordado uma revisão do CCT [Contrato Coletivo de Trabalho] com sindicatos da UGT”, o que considera “inadmissível”.

“Esta atitude é desrespeitosa, sem seriedade e demonstra má-fé negocial! A CNIS acordou a revisão do CCT nas costas da Comissão Negociadora Sindical mais representativa dos trabalhadores das IPSS – e acordou-a precisamente com os sindicatos menos representativos dos trabalhadores”, acusa o CESP.

Perante esta situação, o sindicato afirma não haver outra opção que não seja a de convocar uma greve de um dia, durante o qual realizam a vigília e a manifestação.

Contactado pela agência Lusa, o presidente da CNIS afirmou que as negociações não estão terminadas e que não foi fechado nenhum acordo com os sindicatos afetos à UGT, pelo que a confederação mantém-se disponível para continuar a negociar com os restantes sindicatos.

De acordo com o padre Lino Maia, houve na terça-feira uma reunião negocial com os sindicatos afetos à CGTP-In e adiantou que os mesmos serão recebidos pela CNIS no decorrer da manifestação.

c/LUSA

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Abel Duarte
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