Semanas da Economia. João Rodrigues quer transpor a “matemática fria” dos números para a vida dos bracarenses

Sob o mote ‘Novo Ciclo para o Desenvolvimento Económico’, o evento, que decorre até ao dia 29 de maio, quer projetar o futuro do concelho até 2038.
Palavras de João Rodrigues, Luís Rodrigues e Daniel Vilaça.

As Semanas da Economia de Braga arrancaram esta segunda-feira com o olhar posto na próxima década. Sob o mote ‘Novo Ciclo para o Desenvolvimento Económico’, o evento, que decorre até ao dia 29 de maio, quer projetar o futuro do concelho até 2038.

Em debate desafios e oportunidades que definirão a vida dos bracarenses. Na sessão de abertura, no Forum Braga, o presidente da Câmara Municipal, João Rodrigues, sublinhou que, após um período de crescimento consolidado, o foco deve agora centrar-se na qualificação, procurando perceber como transpor a “matemática fria” dos indicadores para a “qualidade de vida das pessoas”.

Para o autarca, é imperativo garantir que os “excelentes” indicadores económicos da cidade se traduzam na melhoria da qualidade de vida e no bem-estar de toda a comunidade.

Os números apresentados reforçam esta trajetória de sucesso: o concelho registou a criação de mais de 33 mil postos de trabalho nos últimos 10 anos, recordou. Perante este cenário, João Rodrigues defendeu que a gestão pública e os agentes económicos devem trabalhar em estreita colaboração para encontrar soluções que melhorem o quotidiano de quem vive e trabalha em Braga, abordando questões críticas como a mobilidade e a habitação.

“Não nos interessa continuar a crescer e ter um sistema de mobilidade que nos deixa parados no trânsito”, alertou o autarca, sublinhando que o crescimento não pode comprometer a emancipação dos jovens ou a fixação de talento.

O futuro da cidade passa estrategicamente pela sua expansão territorial e urbana. A implementação do novo Plano Diretor Municipal (PDM), reafirmou o autarca, será uma ferramenta chave, como o “único concelho do país” com um aumento significativo da área urbana, um incremento de 44,7% na área destinada a atividades económicas e mais de 1.200 hectares para habitação em comparação com o período homólogo anterior.

Luís Rodrigues, administrador da InvestBraga, destacou que estas semanas marcam o início da construção do novo plano estratégico para o período 2026-2038, apelando ao envolvimento ativo de todos os agentes económicos nesta reflexão conjunta.

Com semanas temáticas, que passam pelo “novo ciclo para a inovação e ciência, pelo novo ciclo para o território e pelo novo ciclo para o financiamento e investimento”, procuram avaliar o impacto dos últimos 12 anos e refletir “aquilo que é o caminho que Braga deve perseguir”.

Palavras de Luís Rodrigues

Do lado empresarial, Daniel Vilaça, presidente da Associação Empresarial de Braga (AEBraga), reforçou a necessidade de trazer previsibilidade ao mercado e reclamou o aumento das áreas industriais para assegurar que Braga continue a crescer com qualidade e capacidade de fixação de empresas.

“Nós estamos atentos a isso, os empresários também estão atentos, querem perceber quais são as soluções para o futuro com estas alterações do PDM. Braga cresceu como outras cidades não cresceram, mas agora é tão importante crescer e crescer bem. Para crescer bem também é preciso haver estratégia e haver previsibilidade”, rematou.


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Marcelo Hermsdorf
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Jornalista na RUM

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