Guimarães e CEiiA formalizam requalificação da Fábrica do Alto para a produção de satélites óticos

Já arrancaram as obras de requalificação da Fábrica do Alto que está num processo de transformação para se tornar o primeiro centro nacional de produção de satélites óticos de alta resolução. O edifício foi cedido pela autarquia vimaranense ao Centro de Engenharia e Desenvolvimento de Produto (CEiiA) no âmbito de uma aposta na economia espacial. A intervenção deverá ficar concluída dentro de seis meses.
O contrato de comodato foi assinado na manhã desta segunda-feira, no Salão Nobre do município, numa cerimónia que contou com o presidente da Câmara de Guimarães, Ricardo Araújo, o secretário de Estado da Economia, João Rui Ferreira, e o CEO do CEiiA, José Rui Felizardo.
Pevidém, em Guimarães, prepara-se para acolher um centro de produção único no país, que vai desenvolver satélites amplamente usados para monitorização de ecossistemas, agricultura de precisão, controlo de desflorestação, gestão de recursos hídricos e avaliação de danos causados por catástrofes naturais.
Depois do reforço na aposta na produção de conhecimento na Fábrica do Arquinho, dá-se, agora, o próximo passo. Ricardo Araújo afirma que a investigação científica passará a ser materializada em economia real, dentro da própria cidade.
“Hoje damos um passo para que este conhecimento, esta ciência e esta inovação sejam verdadeiramente materializados em economia real, em postos de trabalho, na atração de investimento.”
Ricardo Araújo sobre a estratégia do município para o setor aeroespacial
Trata-se de uma estratégia que visa fixar em Guimarães o talento formado na Universidade do Minho (UMinho).
Com dois espaços a atuar na investigação e industrialização do setor, o município “fica com um posicionamento muito interessante” para atrair profissionais.
Novas oportunidades de negócio surgirão, dentro e fora da área aeroespacial, graças a uma aposta que Ricardo Araújo diz constituir “o início empresarial num setor de elevado potencial”.
O secretário de Estado da Economia manifestou a convicção sobre o impacto positivo que esta aposta terá em Guimarães. Num discurso proferido após a assinatura do contrato, João Rui Ferreira perspetivou com otimismo o futuro da indústria vimaranense, tanto no setor aeroespacial, como em áreas alheias.
O momento parece, aos olhos do representante do executivo, ideal para posicionar o município e o país num setor que “rapidamente valerá mais de um trilião de dólares”.

Uma “oportunidade” para a UMinho
O presidente da Escola de Engenharia da Universidade do Minho marcou presença numa sessão que, afirma, “abre caminho para novas ligações” entre a academia minhota e o CEiiA.
Para António Vicente, este novo centro de produção de satélites trará novas oportunidades aos alunos de engenharia aeroespacial, tanto no seu processo de aprendizagem, como no seu percurso profissional.
Fica, também, a garantia do presidente da unidade orgânica que a UMinho continuará sempre disponível para apoiar o CEiiA, tanto para a nova fábrica de satélites óticos, como em projetos futuros.
