Sara Calafate recebe bolsa de 250 mil euros para investigar o impacto do sono no cérebro

Uma investigadora da Universidade do Minho recebeu um financiamento de 250 mil euros da Fundação para a Ciência e a Tecnologia, para estudar o impacto do sono no cérebro. A cientista do Instituto de Investigação em Ciências da Vida e Saúde, da Escola de Medicina, prepara-se para desenvolver uma nova análise sobre componentes cerebrais, depois de ter estudado e identificado alterações precoces na doença de Alzheimer.
Deste vez, o seu estudo vai debruçar-se sobre os circuitos neuronais que controlam as diferentes fases do sono. A partir daí, explica a investigadora à RUM, o objetivo será perceber o impacto desses circuitos nas interações entre diferentes células cerebrais.
Estando desregulada, essa interação pode ter consequências na saúde humana a longo prazo, nomeadamente no desenvolvimento de doenças neurodegenerativas.
A metodologia de investigação, adianta a cientista, já está traçada. Primeiro, será estudado o conjunto de processos que ocorrem enquanto dormimos para, depois, ser possível “entender as fases iniciais da doença que são caracterizadas pela desregulação do sono”.
Sara Calafate reconhece dificuldades, acima de tudo por se tratar de um estudo a um órgão bastante complexo.
O financiamento foi atribuído pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia, através do ‘ERC-PT-A Projects’. Este concurso destina-se a apoiar projetos com classificação máxima para bolsa ‘Starting Grant’ do Conselho Europeu de Investigação, mas que não receberam a verba total por limitações orçamentais.
