Presidente da AAUMinho vê reforço da Ação Social “passo no caminho correto” do Governo

“Um passo positivo”. É desta forma que o presidente da Associação Académica da Universidade do Minho (AAUMinho), Luís Guedes, reage ao reforço de 53% no financiamento da ação social para o ensino superior. As novas regras, aprovadas esta quinta-feira em Conselho de Ministros, devem elevar o valor médio das bolsas para 2.660 euros anuais – um salto de mais de 900 euros em relação ao modelo atual.
Em declarações à RUM, à margem da primeira sessão de auscultação pública para a construção do Plano Estratégico de Desenvolvimento Económico de Braga (PEDE) 2026-2038, que decorreu esta quinta-feira no Centro de Juventude de Braga, o dirigente estudantil sublinhou que a medida traz a “justiça necessária” ao sistema.
Luís Guedes destaca a importância do sistema em considerar o “custo médio de vida de um estudante numa certa região” e de “conseguir abranger mais estudantes bolseiros” com valores mais elevados.
O novo modelo de ação social entra em vigor já no próximo ano letivo (2026/2027), mas vai haver um regime transitório para que os estudantes bolseiros não sejam prejudicados: quem já está no sistema, poderá manter as regras atuais sempre que estas forem mais favoráveis, até ao fim do curso.
ainda há “imenso trabalho a fazer” noutras áreas
Apesar do entusiasmo com o “passo no caminho correto” no reforço do apoio social, o dirigente estudantil alerta que ainda há “imenso trabalho a fazer”. Entre as prioridades críticas estão o não descongelamento das propinas, em que a postura das associações “é contrária à do Governo” e que acredita “não vai haver qualquer tipo de alteração na ótica por parte do Ministro”, além do cumprimento do plano para o alojamento no ensino superior.
Sobre a falta de camas, Luís Guedes manifestou preocupação com os prazos de execução das obras na região. “Em Braga, por exemplo, estamos a caminhar a passos largos para ter o cumprimento da Fábrica Confiança, que é o maior projeto dentro do último timing estimado”, referiu, contrastando com outros cenários como no caso da Santa Luzia, em Guimarães, “em que está numa situação um bocado mais complicada e mais incerta”.
O Governo estima que o valor médio das bolsas chegue a 2.600 euros anuais com as novas regras, aprovadas esta quinta-feira em Conselho de Ministros.
