Novo Ciclo para a Inovação e Ciência. Braga debate iniciativas e futuro do setor dos semicondutores

O painel ‘Novo Ciclo para a Inovação e Ciência’, realizado no Forum Braga, pretendeu reforçar o papel estratégico do conhecimento no desenvolvimento económico e territorial até 2038.
Palavras de Ricardo Simões e Luís Rodrigues.

A soberania tecnológica da Europa e o papel estratégico do Norte de Portugal estiveram em destaque esta quinta-feira nas Semanas da Economia de Braga, com o setor dos semicondutores a ser debatido como o novo ‘petróleo’ da economia global.

O painel ‘Novo Ciclo para a Inovação e Ciência’, realizado no Forum Braga, pretendeu reforçar o papel estratégico do conhecimento no desenvolvimento económico e territorial até 2038.

Para o diretor de Inovação da CCDR Norte, os semicondutores são um “pilar essencial para a autonomia e soberania europeia”, especialmente face à competição com Taiwan e os Estados Unidos. Ricardo Simões referiu que a Europa afirmou a necessidade de desenvolver e produzir mais, sendo a sessão uma oportunidade para partilhar o que “conseguiram fazer e como progredir neste setor”.

O ecossistema científico do Norte, que inclui instituições como o Laboratório Ibérico Internacional de Nanotecnologia (INL), a Synopsys e a Amkor, já conta com reconhecimento internacional. O dirigente sublinhou ainda que este conhecimento, aliado à capacidade produtiva regional, permite que o Norte de Portugal seja um “ator de relevo no panorama europeu” e um interlocutor na definição do novo Chips Act 2.0.

Este instrumento, segundo o responsável, trará financiamento significativo tanto para a produção industrial como para o desenvolvimento de novas tecnologias como a quântica e a fotónica, “para empresas produzirem mais dentro da Europa, que é o que se pretende”.

Um dos grandes trunfos da região é a unidade da Amkor em Vila do Conde, que se destaca como o “único local na Europa a produzir chips de fim de linha”, conferindo a Portugal uma posição estratégica única no continente.

Além dos debates, a sessão contou com apresentações Pitch, incluindo a intervenção de Karim Hassan Hosny sobre a European Semiconductors Regions Alliance (ESRA) e a apresentação de resultados da Agenda Mobilizadora dos Semicondutores pela Amkor Technology Portugal. Foram ainda expostos resultados de projetos pelo INL, INESC-TEC & ISEP (projetos DARE e ODE4EC), o Observatório de Microeletrónica pela Inova-Ria, o centro POEMS, o projeto QuantumIberia, as iniciativas HCC e a nova Mini-Agenda em Semicondutores da PicAdvanced.

Esta aposta é a peça central do plano estratégico de Braga para a próxima década. Luís Rodrigues, administrador da InvestBraga, reforçou que o novo ciclo de desenvolvimento económico, com horizonte entre 2026 e 2038, foi intencionalmente desenhado para não ser dissociado da inovação e da ciência.

Segundo o administrador, não é impossível olhar para o futuro económico da região sem colocar o avanço científico e tecnológico no centro das prioridades estratégicas.

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Marcelo Hermsdorf
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Jornalista na RUM

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Carolina Damas
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