Plano Estratégico de Braga para 2026-2038 começa a ser desenhado com auscultação aos jovens

A sessão reuniu cerca de 20 jovens, entre investigadores, atletas e dirigentes associativos, que trabalharam sobre uma metodologia assente em quatro eixos: Economia e Inovação, Competitividade Territorial, Pessoas e Talento e Governança e Território.
Palavras durante Plano Estratégico de Desenvolvimento Económico .

O futuro económico de Braga está a começar a ser desenhado e coube aos jovens o pontapé de saída para o debate. Esta quinta-feira, o Centro de Juventude acolheu a primeira sessão de auscultação pública para o Plano Estratégico de Desenvolvimento Económico (PEDE) do concelho, para o horizonte 2026-2038.

A escolha de público para iniciar os trabalhos carrega um simbolismo forte, para o diretor do Centro de Juventude de Braga. Aos jornalistas, Pedro Soares sublinhou que as políticas de juventude devem ser entendidas de forma abrangente, salientando que o evento é o primeiro momento de auscultação deste novo plano e que é um “bom sinal os jovens terem uma perspetiva acrescentada em todas as dimensões”.

Segundo Pedro Soares, o foco não se restringe apenas ao que é habitualmente rotulado como política juvenil, mas sim a uma visão em que “tudo interessa ao jovem: a habitação, a mobilidade, a procura de casa, o emprego”.

A sessão reuniu cerca de 20 jovens, entre investigadores, atletas e dirigentes associativos, que trabalharam sobre uma metodologia assente em quatro eixos: Economia e Inovação, Competitividade Territorial, Pessoas e Talento e Governança e Território. O responsável pelo Centro de Juventude destacou que este grupo é capaz de oferecer um contributo “absolutamente desinteressado”, uma vez que estes jovens serão os “principais beneficiários do desenvolvimento que daí advém” por quererem viver na cidade.

Pela parte da autarquia, a vereadora da Juventude, Hortense Santos, reforçou a necessidade de integrar as novas gerações nos processos de decisão, lembrando que “os jovens são os adultos do futuro” e que, por isso, o seu envolvimento nesta consulta colaborativa é essencial para fundamentar as decisões públicas.

“Consideramos que nas escolas, nas organizações, nas universidades, associações estudantis, se faça um trabalho nesse sentido de levá-los a serem mais participados, mais interessados, mais ativos para as decisões”, referiu.

O impacto económico direto do setor juvenil também foi destaque para o presidente da direção da Federação Nacional das Associações Juvenis (FNAJ), Fernando Vieira, ressaltando que “nos últimos cinco anos, as associações juvenis geriram mais de 5 milhões de euros em financiamento direto na cidade de Braga”.

Para o dirigente, o planeamento estratégico deve focar-se na qualidade de vida e não apenas na vertente financeira, defendendo que as cidades se devem preocupar se as pessoas gostam de lá viver e não apenas em “atrair capital”.


Braga é um exemplo no estímulo da cidade e a estratégia de fixar talento no território, segundo o presidente do Conselho Nacional da Juventude (CNJ). Francisco Garcia sublinhou que se as cidades querem uma estratégia a longo prazo, é preciso “ouvir aqueles que vão herdar o futuro e a cidade”, afirmou, enaltecendo a vitalidade do seu movimento associativo.


Este processo de auscultação continuará nos próximos meses, envolvendo diversos setores da sociedade civil bracarense, de forma a consolidar o plano que orientará o crescimento de Braga até 2038.

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Marcelo Hermsdorf
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Jornalista na RUM

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Sara Pereira
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