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Liliana Oliveira

Autárquicas 2025 28.08.2025 15H04

Livre critica "soluções avulsas" na mobilidade e quer transporte público a preços acessíveis 

Escrito por Liliana Oliveira
Carlos Fragoso defende a criação de um plano de mobilidade integrador e pensado com a academia. 
Declarações de Carlos Fragoso, candidato do Livre à CMB

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O candidato do Livre à Câmara de Braga defende uma “mudança no paradigma da área de mobilidade” e, para isso, propõe-se a criar um plano de mobilidade, que tenha em conta o tecido urbano, mas também a periferia, e que “coloque as pessoas no centro da ação política e não o automóvel”. Este plano, acrescenta Carlos Fragoso, deve ser pensado com “as estruturas municipais, as estruturas políticas, e a academia”.

O professor aponta, em entrevista à RUM, cinco eixos essenciais neste domínio: “Reduzir a necessidade e a distância das deslocações; promover o transporte público e a flexibilidade da mobilidade; segurança rodoviária e a redução da sinistralidade; promover a mobilidade suave e ativa e a rede ciclável”.


Para o candidato, a solução apresentada pela maioria de direita para o Nó de Infias é “mais uma solução avulsa

“Não temos a certeza se essas soluções são efetivamente as mais eficazes, porque temos que ter uma visão a longo prazo do que é mobilidade e não estar a resolver pontualmente aspetos particulares”, esclareceu.

Já o Bus Rapid Transit (BRT), diz Carlos Fragoso, “são carreiras urbanas, com mais sofisticação na nomenclatura”. O candidato defende “os minibus nos centros urbanos” e a promoção do transporte público, nomeadamente melhorando “a sua frequência e a pontualidade”. Já a gratuitidade do transporte público, defendida por outras forças políticas, é, para Carlos Fragoso, “uma medida eleitoralista”. “Os bilhetes têm que ser acessíveis, mas não me parece que faça alguma diferença ter um passe acessível ou a gratuitidade, sendo que esta é também uma maneira de financiar os próprios transportes públicos”, afirmou.


Em matéria de ambiente, o Livre quer “construir políticas mais verdes, mais justas e que contribuam para um desenvolvimento sustentável, promovendo uma ligação harmoniosa entre os munícipes e o ambiente que os rodeia”, propondo, para isso, quatro eixos de intervenção: “floresta e dos espaços verdes; energia; água e resíduos e higiene urbana”. O objetivo é “implementar urgentemente um plano municipal de arborização”. Lamentando que “a mancha verde seja cada vez menor” em Braga, Carlos Fragoso quer envolver os jovens, em regime de voluntariado, num “programa para a natureza”. Ainda sobre esta área, o professor de 64 anos acredita que “nunca houve nenhuma intenção verdadeira de ter uma área verde” nas Sete Fontes, mas sim “uma negociata com construtores para ter habitação”.


Livre quer remunicipalizar a AGERE e criar Conselho Municipal de Cultura


A municipalização da AGERE é outra das propostas do Livre, que acredita que “o serviço que a AGERE presta é, neste momento, inversamente proporcional às taxas que aplica aos munícipes, quanto menos serviços, mais taxas".

Entendemos que as empresas municipais não podem, nem devem ser lugares para servir clientelas políticas

“Entendemos que as empresas municipais não podem, nem devem ser lugares para servir clientelas políticas. Devem ter uma gestão técnica, que seja por concurso público”, acrescenta. Para Carlos fragoso, “não faz qualquer sentido as nomeações políticas nas empresas municipais”.


Na Cultura, o candidato acha que o título atribuído a Braga, Capital Portuguesa da Cultura, não tem deixado marca. Nesta área, o partido pretende “apoiar a criação de cooperativas culturais, movimentos associativos e uma política cultural participativa”, com a criação de um “Conselho Municipal de Cultura, que envolva profissionais, amadores, ativistas, pessoas que estejam interessadas em contribuir para efetivamente uma política cultural”. No plano está ainda a aposta nas “Casas da Criação, que é uma rede de espaços culturais abertos à comunidade, de encontro intergeracional, com um conjunto de equipamentos disponíveis para quem quiser fazer criação artística, mas que primem também pela inclusão, pela diversidade das comunidades e abrem portas a todos os tipos de linguagens artísticas”.



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c/Elsa Moura

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