ºC, Braga
Braga

Max º Min º

Guimarães

Max º Min º

DR
Vanessa Batista

Academia 08.05.2023 14H38

Estudante da UMinho recria muralha de Guimarães e reflete sobre os muros de hoje

Escrito por Vanessa Batista
Projeto surgiu durante o ano letivo de 2019/2020 para a dissertação do mestrado em Arquitetura.

Um estudante de mestrado de Arquitetura da Universidade do Minho recriou a muralha medieval de Guimarães.

O projeto surgiu durante o ano letivo de 2019/2020 e acaba por relacionar a arquitetura com fotografia. Duas paixões do alumni Luís Leite.


À RUM, o investigador explica que o trabalho teve como base as primeiras imagens da cidade, disponíveis na Coleção de Fotografia da Muralha - Associação de Guimarães para a Defesa do Património. "Foram criadas séries fotográficas. Segue-se um trabalho de sobreposição, onde nas mesmas fotos podemos ver elementos que não existem nos lugares, que outrora já existiram. Uma das outras séries fotográficas (que desenvolveu) foi o restauro da muralha. Colocar no lugar onde outrora já existiu a própria estrutura, o que gera por vezes imagens de lugares até um pouco desconcertantes. Ela acabaria por atravessar ruas, confrontar com habitações, o que condicionaria até a própria salubridade das mesmas", refere.


Outra das vertentes deste trabalho passa por refletir sobre a ideia alargada e transversal dos muros, fazendo incursões a cenários de países como EUA, França, Chipre e Israel.


"Os muros continuam a ser elementos presentes nas cidades ainda que adquirindo outras formas, linguagens e expressões. Esta terceira série de fotografias acaba por ser um retrato dos muros na cidade: limitam ruas, habitações, mas também obras, ou seja, têm um carater temporário. Acabam também por condicionar o percurso dos peões. São elementos ativos na forma como entendemos a cidade", no fundo trata-se de uma reflexão sobre os muros de outrora, hoje e de amanhã.


A muralha erigida nos séculos XII-XIII protegeu o burgo de vários cercos e incluía oito portas, seis torres e dois torrilhões. No século XIX, boa parte das suas pedras de granito foi usada para a construção de edifícios públicos e privados e de vias rodoviárias. Alguns panos da muralha persistem, como na antiga Torre da Alfândega (com a inscrição Aqui nasceu Portugal e onde decorrem obras de requalificação) e nos 250 metros desde a Avenida Alberto Sampaio ao Largo da Mumadona, que possui até um percurso pedonal no interior, sobre o adarve da muralha, permitindo, num olhar superior sobre a envolvente, avistar ex-libris como o Castelo, o Paço dos Duques e o Santuário da Penha.

Deixa-nos uma mensagem