Desporto 25.08.2025 11H46
Canoagem/Mundiais: Ricardo Machado destaca os três pódios em distâncias olímpicas
Portugal conquistou três medalhas: ouro do K4 500 metros de Gustavo Gonçalves, João Ribeiro, Messias Baptista e Pedro Casinha, prata de João e Messias em K2 500 e bronze de Fernando Pimenta em K1 1.000.
O presidente da Federação Portuguesa de Canoagem destacou hoje o melhor pecúlio de medalhas em distâncias olímpicas conseguido nos mundiais de Milão, embora o somatório de pódios não tenha sido o melhor para a seleção.
“Estamos muito satisfeitos. Chegámos com muita ambição e saímos daqui com três medalhas. Não é o melhor que já tivemos em termos de número total, mas sim quanto a pódios em distâncias olímpicas, o que nos dá boas perspetivas para este ciclo e próximos anos de trabalho”, resumiu.
Em declarações à Lusa, Ricardo Machado referia-se ao ouro do K4 500 metros de Gustavo Gonçalves, João Ribeiro, Messias Baptista e Pedro Casinha, à prata de João e Messias em K2 500 e ao bronze e Fernando Pimenta em K1 1.000.
“Além destas três medalhas, destaco alguma evolução - ou muita evolução - da C2 feminina, a atingir aqui uma histórica final mundial, algo que nos dá garantias de poderem estar a lutar durante este ciclo por vagas de apuramento”, elogiou, aludindo a Beatriz Fernandes e Inês Penetra.
De igual forma, a “evolução muito grande ao longo da época” do K4 500 de Teresa Portela, Ana Brito, Ana Rodrigues e Inês Costa, que apenas se juntaram em maio e foram 14.ª em Milão, depois do 10.º posto nos Europeus de junho.
“Aquilo que desejamos é que com trabalho, continuidade e persistência possamos melhorar ainda mais e nos próximos anos os atletas possam ir amealhando pontos suficientes no ranking mundial para chegarmos a Los Angeles2028 com o maior número de canoístas possível”, vincou.
João Ribeiro e Messias Baptista foram os competidores lusos que mais se destacaram no Mundial, ambos com ouro e prata, enquanto Fernando Pimenta teve um desempenho aquém do que habituou os portugueses, ainda assim com o bronze na prova que mais interessava.
“Só quem está distraído é que nunca olhou para estes atletas, que nos últimos anos lutam pelas medalhas até ao fim. Quando dizem que a canoagem se resume a Fernando Pimenta, isso não é verdade”, sublinhou, enumerando vários canoístas, incluindo os da nova geração, entre os quais os estreantes Gustavo Gonçalves e Pedro Casinha, ouro no K4 500 depois de serem campeões do mundo sub-23 de K2 500, em junho.
Garantiu que a canoagem “está aqui para ficar” e assegurou que atrás desta geração de ouro vem outra de “grande nível competitivo”.
Assumiu que este não foi o melhor mundial para Fernando Pimenta, embora tenha sido “bronze na prova que mais interessava”.
“O Fernando Pimenta tem-nos habituado a ter medalhas em todos os eventos internacionais e voltou a fazê-lo. É óbvio que mais ninguém do que ele estará algo dececionado porque queria estar no pódio tanto no K1 500, que esteve muito perto, como agora também nos 5000, em que lutou até ao final. Mas também temos de ser justos com o Fernando, não exigir dele sempre a vitória”, concluiu.
LUSA