Cultura 07.10.2020 15H11
Alice Borges Gago vence Prémio de História Alberto Sampaio 2020
Trabalho de Alice Borges Gago estudou a consolidação do estatuto social de seis famílias do Norte do país, entre os séculos XV e XVII.
Alice João Palma Borges Gago é a vencedora do Prémio de História Alberto Sampaio 2020 depois de publicar um trabalho com o título "Gentes do Norte pela própria voz. Arquivos de Família da Região de Guimarães - Porto, séculos XV-XVII".
O júri, constituído sob a égide da Academia das Ciências de Lisboa, a quem está confiada a direção científica do Prémio, deliberou atribuir o Prémio de 2020 à investigadora Alice João Palma Borges Gago por entender que o seu documento se trata de "um excelente trabalho de investigação que, a partir da criação de uma base de dados prosopográfica abrangendo a história dos arquivos de seis famílias de Entre-Douro e Minho, procede a uma análise do papel e importância de tais arquivos privados para a compreensão histórica dos processos de mobilidade, de ascensão e de consolidação do estatuto social das famílias analisadas (Valadares, Ribeiro, Magalhães, Carvalho, Cunha e Barreto) ao longo dos séculos XV a XVII".
O júri considera ainda que "o trabalho de Alice Borges Gago enriquece o conhecimento disponível sobre temáticas fundamentais no domínio da história económica e social.”
Alice Borges Gago é licenciada em História na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. Na mesma instituição, obteve o grau de Mestre em História Medieval com um trabalho sobre a casa senhorial de Diogo Soares de Albergaria e mais tarde a pós-graduação em Ciências da Informação e da Documentação, ramo Biblioteconomia.
Tem participado em diversos projectos de investigação, na transcrição e publicação de fontes históricas. Das suas publicações destacam-se: os seis volumes de Tombos da Ordem de Cristo, publicados pelo Centro de Estudos Históricos da Universidade Nova de Lisboa e Manuel Heleno: fotobiografia, publicado pela INCM. De referir ainda: “Uma casa senhorial beirã de Quatrocentos”, “O foral de Reriz de 1514”, “O foral de S. João de Areias de 1514” e “Uma família de mercadores na Guimarães medieval”.
A cerimónia de entrega do Prémio será realizada no próximo dia 1 de Dezembro e, de acordo com a rotatividade prevista no Regulamento, terá este ano lugar em Vila Nova de Famalicão, no Arquivo Municipal Alberto Sampaio com programa a anunciar oportunamente.
O Prémio de História Alberto Sampaio, inicialmente instituído em 1995 pelos Municípios de Guimarães e Vila Nova de Famalicão e pela Sociedade Martins Sarmento, renovado em 2016 e contando a partir de então também com o Município de Braga entre os instituidores “destina-se a homenagear e a manter viva a pessoa e obra de Alberto Sampaio, promovendo o desenvolvimento dos estudos científicos e investigação nas áreas ligadas ao seu legado, em especial, nas disciplinas da História Social e Económica”.