Regional 28.08.2025 09H13
AEB denota “alguma deslocalização de consumo para a periferia do concelho”
Braga registou, até julho, mil milhões de euros em transações financeiras. No mês passado, taxa de ocupação hoteleira rondava os 75%.
Até julho deste ano, as transações financeiras no concelho de Braga ultrapassaram os mil milhões de euros, representando um aumento de 9% face ao mesmo período de 2024. No entanto, este ano, a Associação Empresarial de Braga (AEB) denota “alguma deslocalização de consumo para a periferia do concelho”. De acordo com Rui Marques, diretor-geral da AEB, “o comportamento não é simétrico”. “O centro de Braga tem notado alguma estabilidade, mas o concelho, no seu todo, está a registrar este crescimento”.
O verão “tem corrido bem” para o comércio e as unidades hoteleiras, que registaram em julho “uma taxa de ocupação entre os 70 a 75%”. Ainda sem dados relativos ao mês de agosto, Rui Marques acredita que os números possam ser ainda mais animadores.
“Fechamos este primeiro semestre com um crescimento de 5,1% no número de dormidas e se nos compararmos com as principais cidades concorrentes, como Sintra, Évora, Coimbra ou Cascais, estamos a crescer a um ritmo bastante mais acelerado”, apontou.
Por cá, o número de dormidas aumentou ligeiramente, num momento em que existem mais operadores no mercado. Segundo a AEB, “o rendimento das dormidas está também a crescer”. “Enquanto o número total de dormidas, no primeiro semestre, foi de 5%, as receitas no alojamento aumentaram cerca de 15% e isto é sinal que nós estamos a conseguir praticar um preço um bocadinho mais alto do que no ano anterior”, detalhou o diretor-geral. Rui Marques acredita que este crescimento tem sido potenciado mais pelo aumento do custo da dormida do que propriamente pela duração da estadia, que se mantém nas 1,9 noites em média.
Além dos portugueses, são os espanhóis, os americanos e os ingleses quem mais escolhe o destino Braga. O turista americano, diz o responsável, “interessa bastante porque, por norma, o rendimento que deixa é bastante superior àquilo que é a média de um turista normal, seja português, seja espanhol, francês ou brasileiro”.