Montenegro vai ser reeleito este sábado para terceiro mandato como presidente do PSD

O PSD vai reeleger este sábado Luís Montenegro como presidente do partido, candidato único a novo mandato de dois anos, sem eleições no horizonte mas com um cenário de incerteza internacional e a “sombra” interna de Pedro Passos Coelho.
Num Conselho Nacional no início de março, o presidente do PSD e também primeiro-ministro surpreendeu o partido ao anunciar que iria propor a realização de diretas em maio (em vez de em setembro, como em 2024), de forma a coincidirem com os quatro anos da sua primeira eleição, a 28 de maio de 2022.
Podem votar nas 13.ªs eleições diretas do PSD 56.887 militantes (dos quais 63% são homens), depois da alteração estatutária que dá direito de voto a todos os que tenham uma quota paga nos últimos dois anos (antes era necessária quota válida no mês das diretas).
As eleições diretas para o presidente da Comissão Política Nacional do PSD decorrem em simultâneo com a eleição dos delegados ao 43.º Congresso Nacional, marcado para 20 e 21 de junho em Anadia (Aveiro).
As distritais com mais militantes e que elegerão mais delegados são Porto (105 delegados), Braga (88)e Lisboa – Área Metropolitana (70), seguindo-se Aveiro (50), Coimbra (47) e Viseu (41).
Luís Montenegro foi eleito pela primeira vez presidente do PSD em 28 de maio de 2022, numa eleição em que derrotou com mais de 72% dos votos o antigo vice-presidente do PSD Jorge Moreira da Silva, tendo sido reeleito em 2024 já sem adversários.
Nestes dois mandatos, o PSD disputou e venceu duas legislativas antecipadas em coligação com o CDS-PP, regressando ao Governo em abril de 2024. Perdeu as eleições europeias nesse mesmo ano, mas venceu as autárquicas em 2025 – recuperando a presidência da Associação Nacional de Municípios e de Freguesias -, bem como as regionais na Madeira e nos Açores.
“Trabalhar – Fazer Portugal Maior”
Na moção com que se recandidata à liderança do partido, intitulada “Trabalhar – Fazer Portugal Maior”, Luís Montenegro diz que manterá o compromisso de “não ter uma solução de governo nem com o Chega nem com o PS”, mas considera ser absurdo falar de “cercas sanitárias” no Parlamento.
“O sentido do ‘não é não’ com o Chega é o mesmo do ‘não ao bloco central’ com o PS”, refere, acrescentando que “não estabelecer um acordo de governação não pode nem deve significar rejeição de diálogo e negociação política”.
Em especial no Parlamento, propõe-se “continuar o diálogo político com as oposições e de forma particular com os dois partidos que na oposição têm representação suficiente para viabilizar iniciativas”, ou seja Chega e PS.
Na primeira apresentação pública da moção, em Sintra (Lisboa), o presidente do PSD e recandidato ao cargo admitiu que ainda tem a maioria absoluta “na mira”, apesar de defender o cumprimento da legislatura até 2029.
