Mais de metade dos concelhos portugueses viram preços das casas duplicar em oito anos

Na última década, o preço das casas mais do que duplicou em 157 municípios do país. Os números são do boletim económico do Banco de Portugal, que acredita que o mercado dá sinais de uma estabilização da pressão dos custos com a habitação.
Em 157 dos 286 municípios portugueses, os preços das casas mais do que duplicaram entre 2017 e 2025. A situação mais grave acontece nas zonas metroplitanas de Lisboa, Porto e península de Setúbal.
Os concelhos de Sintra, Seixal, Barreiro, Moita e Setúbal chegaram a registar subidas superiores a 200 por cento, segundo os dados de um estudo sobre habitação divulgado pelo Banco de Portugal.
Mais de vinte municípios quase duplicaram as rendas, com destaque para Grândola, Sines e, mais uma vez, Moita. A explicação está no desiquilíbrio dos últimos anos entre a oferta e a procura que os fluxos migratórios fizeram disparar.
O Banco de Portugal acredita que o atual travão à imigração e o crescimento gradual da oferta de casas deverá prolongar-se, permitindo establizar a pressão dos preços. Ainda assim, na última década, continua a existir um défice acumulado de construção de cerca de 300 mil habitações, o que corresponde à quase totalidade das casas existentes no município de Lisboa, mais do dobro do município do Porto.
LUSA
