INEM abre auditoria interna à chamada do utente do Seixal

Um homem morreu na terça-feira no Seixal depois de quase três horas à espera de socorro do INEM. Para além da auditoria do Instituto Nacional de Emergência Médica, também a IGAS vai abrir um inquérito.

O INEM abriu uma auditoria à chamada recebida na terça-feira de um utente do Seixal que morreu depois de ter estado três horas à espera de socorro, anunciou o presidente do instituto. Também esta quarta-feira, a Inspeção Geral das Atividades em Saúde (IGAS) revelou que vai abrir um inquérito.

O presidente do INEM, Luís Mendes Cabral, avançou aos jornalistas que “esse primeiro passo foi determinado e essa auditoria à chamada está a ser feita”.

Já a IGAS anunciou que o seu inquérito irá “investigar a qualidade do serviço na perspetiva da prontidão, designadamente por parte do INEM”.

Um homem morreu na terça-feira no Seixal depois de quase três horas à espera de socorro do INEM, confirmou esta manhã o Sindicato dos Técnicos de Emergência Pré-Hospitalar (STEPH), admitindo que o novo sistema de triagem possa ter influenciado o desfecho.

O presidente do INEM assegurou que o novo sistema de triagem não teve influência na morte. “O INEM fez uma triagem, que está correta na nossa primeira avaliação, e fez o pedido de ativação de uma ambulância ao fim de 15 minutos”, indicou aos jornalistas.

“Este sistema não falhou”, reiterou o responsável. “O INEM não falhou naquilo que era a sua função e eu seria o primeiro a assumir se tive havido uma falha grave”.

Segundo Luís Mendes Cabral, foi o constrangimento de ambulâncias, “principalmente na margem sul do Tejo”, a provocar o atraso do socorro a este homem.

Confrontado com as denúncias do STEPH sobre ambulâncias disponíveis que não são ativadas, Luís Mendes Cabral garantiu que o INEM não fica “a reter ocorrências nos CODUS à espera de tempos alvo de resposta”.

Na passada sexta-feira, o INEM anunciou o início de um novo sistema de triagem das chamadas para o 112, que prevê cinco níveis de prioridade (emergente, muito urgente, urgente, pouco urgente e não urgente), à semelhança do que acontece nos hospitais.

O presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses, António Nunes, avançou que vai haver na quinta-feira uma reunião entre os bombeiros e o INEM para avaliar se o novo sistema de triagem “é o melhor para o território nacional”.

RTP

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