Governo anuncia PRR ‘português’

Luís Montenegro anunciou que, durante o Conselho de Ministros, deu indicação a “todos os ministérios” para que projetem “um grande programa de recuperação e resiliência em Portugal”. Segundo o primeiro-ministro, “ainda não é o dia para anunciar ao país exatamente o plano” que o Governo tem “em mente para os próximos anos em Portugal”, mas garante que houve uma “reflexão já muito aprofundada no Conselho de Ministro” que decorreu esta manhã e só terminou ao início da tarde.
Montenegro prometeu um “PTRR”, isto é, um “Programa de Recuperação e Resiliência exclusivamente português” para “podermos sair desta sucessão de intempéries mais fortes e resilientes, recuperados socialmente, para revigorarmos o desempenho económico”. As e que “infraestruturas mais críticas” também deverão ser contempladas. O primeiro-ministro notou que será um “grande desafio”, mas garantiu que “ninguém vai ser esquecido” e que a resposta será “nacional”.
O primeiro-ministro falava aos jornalistas durante uma visita à baixa de Alcácer do Sal, onde está esta tarde a visitar as zonas afetadas pelas cheias. O chefe de Governo percorreu a zona que ficou submersa pelas cheias acompanhado pela ministra do Ambiente e pela presidente da autarquia, Clarissa Campos (PS). Luís Montenegro entrou num pequeno restaurante e conversou com alguns dos lojistas afetados.
À saída, foi confrontado por uma comerciante que “perdeu tudo” e se queixou da falta de apoios. Durante esta conversa, o primeiro-ministro explicou as medidas já em vigor e apelou aos autarcas para que façam um esforço adicional para acompanhar as vistorias e conseguirem “agilizar” os apoios. O governante disse compreender as dificuldades das câmaras, que têm neste momento muitos meios investidos no esforço de proteção civil e argumentou que é preciso “compaginar as tarefas de proteção das pessoas e dos seus bens com a reconstrução”.
O primeiro-ministro alertou ainda para o agravamento do estado do tempo nas próximas horas até ao amanhecer. “Estamos muito conscientes que por todo o lado há pequenas ribeiras, açudes e cursos de água que não estão nas notícias, mas estão a provocar enormes constrangimentos, perigo eminente e derrocadas “
Expresso e SIC
