Estudantes da UMinho garantem presença nas urnas e revelam ter acompanhado menos a campanha da segunda volta

Com o fim da campanha da segunda volta das eleições presidenciais à porta, a RUM foi para a UMinho perceber se os estudantes universitários estão atentos à atualidade política e esclarecidos quanto à escolha a fazer no próximo domingo, 8 de fevereiro.
A segunda volta coloca frente a frente António José Seguro e André Ventura na decisão do sucessor de Marcelo Rebelo de Sousa. É a segunda vez o país precisa de um ‘tira-teimas’ para definir o chefe de Estado, sendo que para retomar a primeira eleição a dois sufrágios se torna necessário recuar quatro décadas – na altura, Mário Soares prevaleceu sobre Diogo Freitas do Amaral.
Na votação de 18 de janeiro, o eleitorado jovem – entre os 18 e os 35 anos – demonstrou preferência pelo candidato apoiado pela Iniciativa Liberal (30%), com o vencedor da primeira volta a surgir imediatamente atrás (29%).
Recuando três semanas, o ambiente académico não sorriu a André Ventura, com apenas 12% de votos entre eleitores com cursos superiores. Em todas as categorias analisadas no estudo, o grupo dos licenciados é aquele em que o líder do Chega tem o pior resultado, com Seguro a confirmar-se o mais popular neste grupo.
São dados avançados por um estudo de opinião de ICS/ISCTE, GfK e Pitagórica feito à boca das urnas.
Todos a votos, sem hesitação
A dois dias da derradeira decisão, todos os alunos asseguram que vão comparecer às mesas de voto.
Alguns acrescentam, ainda, que a escolha não contemplará grandes hesitações.
Quanto à primeira volta, praticamente todos os estudantes marcaram presença nas urnas, para efetuar um voto que, para alguns não foi fácil de decidir.
A valorização do voto pela sua importância para a democracia foi unânime entre todos os estudantes.
Uma campanha que atrai cada vez menos
A tendência entre os jovens da academia minhota voltou-se para um acompanhamento assíduo da campanha eleitoral para a primeira volta. No segundo sufrágio, contudo, verifica-se o contrário.
Alguns estudantes admitem ter desligado da política, acima de tudo por acreditarem que as mensagens e ideias dos candidatos já estão bem assimiladas.
Quanto ao discurso adotado pelos candidatos, há quem entenda como aspetos positivos a presença dos candidatos nas redes sociais.
António José Seguro e André Ventura fazem esta sexta-feira o último apelo ao voto dos portugueses. Um deles vai suceder a Marcelo Rebelo de Sousa no Palácio de Belém.
No domingo, as urnas estarão abertas entre as 8h00 e as 19h00.
*escrito por David Braga e editado por Marcelo Hermsdorf
