Escritor Amin Maalouf vai receber em maio o Prémio Internacional de Convivência de Ceuta

A distinção consiste numa escultura da artista Elena Laverón, natural de Ceuta, e num prémio pecuniário de 30.000 euros, sendo atribuída de dois em dois anos.

O escritor franco-libanês Amin Maalouf vai receber, em maio, o Prémio Internacional de Convivência de Ceuta pelo seu percurso intelectual, literário e humanista, que constitui uma referência mundial a favor do diálogo intercultural, anunciou hoje fonte oficial.

Segundo a Fundação Prémio Convivência, entidade organizadora da distinção, o galardão será entregue a 14 de maio, no Teatro Auditório do Revellín, depois de ter sido aceite pelo escritor.

Amin Maalouf permanecerá vários dias em Ceuta para participar em diferentes iniciativas destinadas a divulgar a sua obra.

Nascido em Beirute, em 1949, no seio de uma família árabe cristã, Amin Maalouf viveu na encruzilhada de diversas tradições culturais, religiosas e linguísticas.

Após abandonar o Líbano devido à guerra civil, fixou-se em França, onde desenvolveu uma prolífica carreira como escritor, ensaísta e jornalista.

A sua obra, originalmente escrita em francês, foi traduzida para dezenas de línguas e tem sido reconhecida internacionalmente pela profundidade, sensibilidade e compromisso com os valores do humanismo.

O Prémio Convivência, que assinala a 20.ª edição, distingue pessoas ou instituições de qualquer país cujo trabalho tenha contribuído de forma exemplar para o reforço das relações humanas e para a promoção de valores como a justiça, a fraternidade, a paz, a liberdade, a igualdade e o acesso à cultura.

A distinção consiste numa escultura da artista Elena Laverón, natural de Ceuta, e num prémio pecuniário de 30.000 euros, sendo atribuída de dois em dois anos.

Na edição anterior, o prémio foi atribuído ao cantor e compositor catalão Joan Manuel Serrat, em reconhecimento pela sua “contribuição para a justiça e a igualdade como condição da convivência e da paz”. 

Em Portugal, Amin Maalouf, autor, entre outras, das obras “Samarcanda” ou “As Cruzadas Vistas pelos Árabes”, tem mais de uma dezena de livros publicados.

LUSA

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