Empate dramático aos 90+8′. Gil Vicente deixa fugir triunfo em Tondela mas César Peixoto elogia “caráter” da equipa

Os galos operaram a reviravolta perto do fim, mas um penálti assinalado no último suspiro ditou o empate a duas bolas.
César Peixoto, treinador do Gil Vicente, em análise ao jogo:

Uma montanha-russa de emoções no Estádio João Cardoso terminou com um empate a dois golos para o Gil Vicente FC. Os ‘galos’ conseguiram a tão procurada reviravolta em cima do minuto 90, mas um castigo máximo aos 90+8′ salvou o CD Tondela de Gonçalo Feio, que continua na luta pela manutenção.


Reviravoltas, penáltis repetidos e emoção até ao fim

A partida no reduto beirão começou animada e com a equipa da casa a adiantar-se no marcador à passagem do quarto de hora. Aos 16 minutos, Rony Lopes aproveitou uma perda de bola de Facundo Cáseres no meio-campo defensivo barcelense e, com um remate rasteiro e sem hipóteses para Dani Figueira, fez o 1-0.

A resposta gilista não tardou e chegou através da marca dos onze metros, aos 28 minutos, num lance insólito. Murilo escorregou e deu dois toques na bola no primeiro remate, que acabou invalidado pelo árbitro, mas o juiz mandou repetir a cobrança. À segunda, o extremo brasileiro não vacilou e atirou para o ângulo, estabelecendo o empate com que se chegaria ao intervalo.

Na segunda parte, a equipa de Barcelos assumiu as despesas da partida e encostou o CD Tondela às cordas. O domínio materializou-se aos 90 minutos: após um cruzamento primoroso do recém-entrado Joelson Fernandes, Carlos Eduardo saltou mais alto e cabeceou para o 1-2, consumando a reviravolta que parecia ditar a sentença do jogo.

No entanto, o futebol provou ser imprevisível. Aos 90+5′, Konan intercetou um remate na área gilista e o árbitro assinalou grande penalidade. Aos 90+8′, Joe Hodge assumiu a responsabilidade: Dani Figueira ainda defendeu a primeira tentativa, mas o camisola 10 do Tondela foi mais rápido na recarga e atirou a contar para o 2-2 final, mantendo os beirões na luta pela manutenção com 21 pontos (17.º lugar, com menos um jogo).


César Peixoto lamenta “pormenor” mas destaca superioridade

Após o apito final, o técnico do Gil Vicente FC não escondeu a frustração pelo balde de água fria na compensação, mas fez questão de valorizar a exibição da sua equipa, considerando que o triunfo seria o único resultado justo face àquilo que os “galos” produziram em campo.

“Foi uma primeira parte equilibrada, nós melhor um pouco, e a segunda parte em que nós dominámos em toda a linha, criámos muitas situações de finalização, podíamos ter feito mais golos se tivéssemos sido mais eficazes”, analisou o treinador.

Apesar de defrontar um CD Tondela com uma nova liderança técnica, César Peixoto garantiu que a sua equipa estava preparada e que as correções ao intervalo ditaram o domínio absoluto no segundo tempo. “Não fui surpreendido, tínhamos um jogo para analisar, quanto mais jogos para analisar, mais informação, mais certezas damos à equipa. Trabalhámos de uma forma, estava diferente, mas mesmo assim nunca nos surpreendeu ao ponto da equipa ficar bloqueada”, explicou.

A fechar, o treinador enalteceu o caráter de um grupo de trabalho que tem batido vários recordes desportivos e financeiros na presente temporada.

“A equipa tem tido um caráter e uma personalidade e têm trabalhado muito. Não tenho já palavras para descrever o que estes jogadores têm feito.”

O técnico deixa elogios à atitude do plantel gilista

Com este empate a fechar a ronda, o Gil Vicente mantém a sexta posição na tabela classificativa, somando agora 45 pontos. A turma de Barcelos vira desde já as atenções para a próxima jornada: um dérbi do Minho em casa, frente ao Vitória SC. O duelo está agendado para o dia 18 de abril, às 20h30, no estádio Cidade de Barcelos.

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Ariana Azevedo
Ariana Azevedo

Jornalista na RUM

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Sara Pereira
NO AR Sara Pereira A seguir: Carolina Damas às 17:00
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