Eixo Atlântico tem habitação, imigração e combate à pobreza como prioridades em 2026

O orçamento para 2026 ascende aos 5,53 milhões de euros.

 O Eixo Atlântico do Noroeste Peninsular elegeu, em assembleia-geral, a habitação, a imigração e a luta contra a pobreza e exclusão social como prioridades na agenda de trabalho para 2026, foi esta quinta-feira divulgado pela organização em comunicado.

De acordo com a organização intermunicipal transfronteiriça que junta concelhos do Norte de Portugal e da Galiza, o seu plano para 2026 tem “três grandes eixos – sustentabilidade urbana, desenvolvimento económico e desenvolvimento social – com especial atenção à integração da população migrante, à coesão social e a garantia de condições dignas de habitação”, incluindo ainda “atividades culturais, educativas e desportivas, juntamente com iniciativas de inovação social e turismo policêntrico e de autor”.

“Entre as prioridades destacam-se a atualização da agenda urbana, a continuação do mapa de infraestruturas e a planificação urbana sustentável, como ferramentas chave para reduzir desigualdades e prevenir situações de pobreza nos municípios do Eixo Atlântico”, aponta.

O orçamento para 2026 ascende aos 5,53 milhões de euros, e no âmbito internacional “reforçou-se a estratégia de cooperação, consolidando relações com cidades da América Latina, Cabo Verde, México, Cuba e Argentina, fortalecendo os vínculos com a Agencia Espanhola de Cooperação Internacional para o Desenvolvimento (AECID) ou o Instituto Camões.

O secretário-geral do Eixo Atlântico, Xoan Mao, vincou que o suposto atraso linha de alta velocidade entre o Porto e Vigo “não corresponde a um atraso estrutural da obra por parte de nenhum dos governos” de Portugal ou Espanha.

Na assembleia-geral, segundo o comunicado, o ex-presidente da Junta da Galiza Fernando González Laxe apresentou o relatório socioeconómico 2024, “centrado na análise e abastecimento da segurança alimentar nos municípios do Eixo Atlântico”, destacando a relevância estratégica da indústria e pesqueira.

“O relatório incorpora uma série de recomendações dirigidas aos municípios para potenciar, reforçar e valorizar os consumo de produtos locais, fortalecendo assim a competitividade e a sustentabilidade do setor”, refere.

A organização destacou ainda uma exposição, patente na Corunha, sobre a história do Eixo Atlântico, que percorre os 34 anos de história da entidade, desde “o ato fundacional em 1992, assinado em Viana do Castelo e apadrinhado por Mário Soares, então Presidente da República Portuguesa até à atualidade, incluindo eventos de referência como o celebrado na Corunha em 2015 com o Rei de Espanha Filipe VI e o então Presidente da República Portuguesa Aníbal Cavaco Silva”.

LUSA

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