Diesel fica três cêntimos mais caro e gasolina dois

A partir de segunda-feira, quando for abastecer, deverá pagar 1,630 euros por litro de gasóleo simples e 1,706 euros por litro de gasolina simples 95.

Os preços dos combustíveis vão ficar mais caros na próxima semana. O diesel, o combustível mais usado em Portugal, deverá subir três cêntimos por litro, e a gasolina subirá dois, de acordo com os dados do ACP para a próxima semana.

A partir de segunda-feira, quando for abastecer, deverá pagar 1,630 euros por litro de gasóleo simples e 1,706 euros por litro de gasolina simples 95, tendo em conta os valores médios praticados nas bombas e divulgados pela Direção-Geral de Energia e Geologia (DGEG).

Estes preços podem ainda sofrer alterações para ter em conta o fecho das cotações do petróleo Brent esta sexta-feira e o comportamento do mercado cambial. Mas também porque os preços finais resultam da média dos valores praticados por todas as gasolineiras. Os preços cobrados ao consumidor final podem variar consoante o posto de abastecimento.

Esta semana, o gasóleo subiu 1,8 cêntimos e a gasolina 0,2 cêntimos, um comportamento ligeiramente diferente do esperado pelo mercado, que apontava para uma subida de um cêntimo do diesel e manutenção do preço da gasolina.

Os contratos futuros do Brent, que servem de referência para o mercado europeu, estão esta sexta-feira a subir 1,6%, para os 72,01 dólares por barril, mas caminham para uma queda semanal de 1%, revertendo parte dos ganhos da semana anterior, a primeira em que os preços do ouro negro subiram após três semanas consecutivas de quedas.

“Os investidores estão em compasso de espera para o fim de semana, com as tensões com o Irão a aumentar, por um lado, e a reunião da OPEP+ no domingo, com um provável aumento da produção, por outro”, justificou June Goh, analista sénior da Sparta Commodities, citada pela Reuters.

Os Estados Unidos e o Irão decidiram prolongar as negociações nucleares, aliviando as preocupações sobre possíveis hostilidades que poderiam interromper o fornecimento, ainda que o Presidente norte-americano, Donald Trump, ter ordenado um aumento da presença militar na região. Durante as conversações, os preços do petróleo subiram mais de um dólar por barril, depois da comunicação social ter noticiado que as discussões tinham estagnado devido à insistência dos EUA no enriquecimento zero de urânio por parte do Irão, e à exigência de entrega de todo o urânio enriquecido a 60% aos Estados Unidos.

“Acreditamos que a última ronda de negociações oferece alguma esperança de uma resolução pacífica, mas os ataques militares não estão descartados, dado o historial”, disse o analista do DBS, Suvro Sarkar, também citado pela Reuters. June Goh contrapõe, dizendo que o tom das conversações indicava uma falta de vontade de ambas as partes em ceder, acrescentando que a hipótese de um ataque dos EUA ao Irão está a aumentar, mas qualquer ação militar será provavelmente limitada.

ECO

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Carolina Damas
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