Braga espera mais de 50 mil pessoas e consumo de 20 mil litros durante o Vinho Verde Fest

O Vinho Verde Fest está de regresso a Braga entre os dias 10 e 12 de julho, transformando a Avenida Central na capital do Vinho Verde. Em termos financeiros, a décima terceira edição do evento promete movimentar 350 mil euros em impacto económico direto.
A expectativa é partilhada por Daniel Vilaça, presidente da Associação Empresarial de Braga. O dirigente estima ainda a realização de cerca de 75 mil provas de vinho e um consumo aproximado de 20 mil litros de vinho verde ao longo do fim de semana, “fora as garrafas vendidas para os visitantes levarem para casa”.
Daniel Vilaça detalha a presença de 29 expositores de vinhos e 14 de street food, garantindo uma dinâmica que junta gastronomia, showcookings e animação musical.
Quanto à afluência, o vice-presidente da Câmara Municipal, Altino Bessa, assume que as expectativas são elevadas, projetando que mais de 50 mil pessoas passem pela Avenida Central durante os três dias de festival. O que torna a iniciativa, “um dos sete maiores eventos que a cidade recebe ao longo do ano”.
A grande novidade desta edição reside na componente regulamentar do concurso de vinhos, que passa a contar com uma acreditação oficial do Instituto da Vinha e do Vinho (IVV). Esta certificação, como sublinha o responsável da AEB, traz uma credibilidade acrescida ao concurso, que este ano reúne 25 produtores e 100 referências vínicas sob avaliação.
O Vinho Verde Fest conta ainda com duas conversas, que vão debater as novas tendências do consumo do vinho, além de três provas vínicas e cinco showcookings.

Esta evolução e maturidade do evento são também elogiadas por Marco Sousa, diretor operacional do Turismo do Porto e Norte de Portugal. O responsável afirma que, após 13 anos de crescimento constante desde o seu início “mais devagarinho”, o Vinho Verde Fest ampliou as boas “condições para os produtores, para o público e, acima de tudo, aquilo que este evento hoje em dia cada vez mais vai oferecendo”.
Para Marco Sousa, o certame já não se limita à questão do vinho, mas transformou-se num produto turístico consistente e crucial para o país, capaz de ligar o produtor, a gastronomia e o debate qualificado.



