Acusado de matar jovem junto ao BA em silêncio no julgamento

O julgamento do homem de 28 anos, acusado de esfaquear mortalmente um jovem em abril de 2025, arrancou hoje em Braga sob fortes medidas de segurança. A defesa denunciou ameaças e o arguido optou por não prestar declarações.

O homem, de 28 anos, acusado de esfaquear mortalmente um jovem junto ao BA em abril de 2025, em Braga, não vai prestar declarações durante o julgamento. A indicação foi dada esta manhã pelo seu advogado, António Falé de Carvalho, que reforçou, à entrada do tribunal de Braga:

“O suspeito já falou em primeiro interrogatório judicial, já falou no interrogatório complementar, e hoje não vai prestar declarações e é previsível que não volte a falar durante o julgamento.”

O julgamento arrancou sob fortes medidas de segurança, tanto no exterior como no interior do tribunal. Falé de Carvalho deu ainda conta de que o seu constituinte já recebeu ameaças, antes e depois de já estar na cadeia, sublinhando que a equipa jurídica que defende o arguido também já foi alvo de “alguns avisos” por terceiros. O advogado admitiu, inclusive, pedir proteção policial ao coletivo de juízes, caso se justifique. Na sessão de hoje está previsto que o tribunal ouça os testemunhos de vários inspetores da Polícia Judiciária (PJ) e de uma “testemunha ocular”, que acompanhava a vítima mortal na madrugada de 12 de abril de 2025.

Segundo a acusação do Ministério Público (MP), os factos começaram às 01:18, num dos espaços interiores do Bar Académico da Universidade do Minho, quando a vítima confrontou um dos elementos que integravam o grupo do arguido, por ter tido a perceção de que um deles teria adulterado a bebida de uma jovem cliente do estabelecimento. Posteriormente, já na via pública, em frente ao bar, “iniciou-se uma contenda, com confrontos físicos”.

“Nesse contexto, o arguido, na posse de uma faca e empunhando e brandindo a mesma, avançou de encontro ao ofendido, que estava desarmado e, uma vez junto deste, desferiu-lhe três golpes, atingindo-o mortalmente”, acrescenta a acusação.

O MP requereu a aplicação ao arguido, de nacionalidade brasileira, da pena acessória de expulsão de Portugal. No processo, a família da vítima pede uma indemnização de 750 mil euros.

*c/Lusa

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Redação
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