Ministro. 65% dos exames distribuídos estão corrigidos e notas saem na data prevista

O ministro da Educação, Ciência e Inovação afirmou que “93% dos exames nacionais” já estão distribuídos por professores classificadores e que, “neste momento, 65% das provas distribuídas estão corrigidas”.
Fernando Alexandre tem multiplicado as suas intervenções públicas nos últimos dias para explicar os constrangimentos na correção dos exames nacionais. Esta quarta-feira, o governante esteve na SIC Notícias a abordar o tema.
O governante admitiu que o novo modelo de classificação digital dos exames nacionais do ensino secundário “não começou bem”, mas recusou as acusações de que o processo esteja num cenário de “caos” ou “desnorte”.
Apesar dos constrangimentos técnicos relatados nos últimos dias, afirmou que é “expectável” chegar a 17 de julho com as notas publicadas. Quanto à segunda fase, espera que “decorra na perfeição para que, no próximo ano letivo, tenhamos a correção digital sem qualquer ruído, aprendendo com os erros deste ano”.
Defendendo a continuidade da reforma e a aposta na digitalização do setor, o ministro reconheceu que existem resistências a estas mudanças profundas, mas contrapôs com os benefícios futuros do sistema, lembrando que “a vantagem de digitalizar o processo é que é muito mais cómodo para o professor”, o que se reflete também, na sua ótica, na rapidez com que os docentes conseguem avaliar os exames.
Fernando Alexandre desvalorizou os contratempos de percurso, referindo que “há processos que correm bem à primeira, há processos que podem não correr com toda a suavidade que nós gostaríamos”, assegurando, contudo, que toda a equipa do ministério está a “trabalhar é para que ele acabe bem”.
O governante partilhou ainda que chegou a ser aconselhado por várias pessoas a não avançar com transformações desta envergadura, no entanto, rejeitou essa postura mais conservadora, rematando que “problemas no Ministério da Educação há todos os dias”.
“Este é um desafio, é um problema que causou perturbação, mas é um bom problema. Sabe porquê? Porque nós vamos chegar a um processo que vai ser um grande avanço, mais um grande avanço no nosso sistema educativo“, concluiu.
