Ministro da Educação garante cumprimento de novos prazos dos exames após nova paragem na plataforma digital

Questionado sobre as dificuldades na implementação do novo modelo digital neste ano letivo, Fernando Alexandre admitiu que o processo “não começou bem”, mas garantiu que “todos os problemas que apareceram” estão em vias de resolução.

O ministro da Educação, Ciência e Inovação, Fernando Alexandre, desdobrou-se na noite desta terça-feira em entrevistas na televisão para assegurar que mantém total confiança no cumprimento dos novos prazos para a correção e publicação das notas dos exames nacionais do ensino secundário.

À RTP, o governante confirmou uma paragem programada na plataforma digital de correção, que decorreu entre a meia-noite e as duas da manhã desta quarta-feira para manutenção do sistema, vincando que já assumiu o “custo político” ao decidir adiar o calendário inicialmente previsto.

Questionado sobre as dificuldades na implementação do novo modelo digital neste ano letivo, Fernando Alexandre admitiu que o processo “não começou bem”, mas garantiu que “todos os problemas que apareceram” estão em vias de resolução.

O ministro assumiu a responsabilidade de assegurar o “rigor que é condição absolutamente essencial que é exigida a uma avaliação externa”, justificando a alteração das datas por uma questão de “prudência”.

“A minha responsabilidade é que no dia 17 sejam publicadas as notas com todo o rigor. Aquilo que os serviços me disseram é que conseguiam cumprir o de 14, e eu não achei que fosse cauteloso. E foi uma decisão política de adiar. Eu não tenho problema nenhum, eu já estou a assumir esse custo político, e é para isso que cá estamos.”

Atualmente, 10.941 professores estão mobilizados na classificação das provas, segundo Fernando Alexandre. Entretanto, assegurou que a percentagem de docentes que ainda aguardam respostas por parte da tutela “é reduzida, cerca de 20 por cento”, e explicou que o atraso inicial se deveu a falhas na fase de arranque que obrigaram a cuidados redobrados na distribuição dos exames.

Recusou ainda que tenha havido “secretismo” em volta da empresa envolvida no processo de correção de exames. Sublinha que esta empresa – a Blat – presta serviços ao Ministério da Educação “desde 2018”. 

c/ RTP

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Marcelo Hermsdorf
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Jornalista na RUM

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