Ministra garante requalificação das urgências do Hospital de Famalicão até ao final do ano

Ana Paula Martins assumiu publicamente o compromisso, assegurando que o caso famalicense "é uma prioridade" e que a intervenção terá de ser integrada nos planos de atividade da tutela.

As obras de requalificação das urgências do Hospital de Famalicão deverão arrancar até ao final deste ano. A garantia foi deixada esta terça-feira pela Ministra da Saúde, Ana Paula Martins, que classificou a intervenção como uma das mais prioritárias do país.

A governante falava à margem da inauguração da nova Unidade de Saúde Familiar (USF) de São Miguel-o-Anjo – uma estrutura que custou 2,1 milhões de euros, com 1,8 milhões financiados pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR). Na ocasião, a ministra explicou que a tutela está a mapear as necessidades nacionais:

“Nós estamos a fazer – estamos a fazer, temos neste momento – aquilo que é a programação do que é preciso fazer no país e o impacto financeiro que isso tem”.

Ana Paula Martins assumiu publicamente o compromisso, assegurando que o caso famalicense “é uma prioridade” e que a intervenção terá de ser integrada nos planos de atividade da tutela.

O projeto para o hospital não se vai limitar à urgência, prevendo novas valências que vão modernizar a unidade. Luís Vales, presidente do Conselho de Administração da ULS do Alto Ave, adiantou que o plano de expansão que está a ser validado pelo Governo contempla “um novo internamento pediátrico e o número de blocos de ambulatório”, revelou.

Relativamente às urgências, financiadas pelo Orçamento do Estado, o administrador mostrou-se otimista com os prazos:

“Eu espero que, se formos contemplados com a verba da parte para a questão da urgência, até ao final deste ano comecemos a obra. Início da próxima, em janeiro”.

Investimento partilhado com a autarquia ronda os 20 a 25 milhões de euros

O presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão recordou que tem estado em contacto direto com o governo. A pressão do poder local tem sido justificada pela degradação e obsolescência das atuais instalações. Mário Passos apontou que, mantendo-se o atual cenário, a estratégia para a saúde na região “ainda vai sobressair muito mais pela negativa” devido ao “estado do hospital”.

Para o autarca, a articulação com os restantes serviços de saúde exige uma estrutura modernizada, “com capacidade, reabilitado, ampliado, com mais serviços, estacionamento. Revelou que têm tido reuniões de trabalho em Lisboa com a tutela permitiram desenhar um rumo financeiro viável. “Estamos a falar entre 20, 20 a 25 milhões de euros, para colocar o nosso hospital muito capacitado”, concluiu.

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Marcelo Hermsdorf
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Jornalista na RUM

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