Falta de condições na EB1 de São Lázaro gera protesto de pais e troca de acusações políticas

Encarregados de educação manifestaram-se à porta da escola devido a avarias no ar condicionado e à escassez de assistentes operacionais. O presidente da câmara justifica as falhas e garante uma intervenção estrutural caso a reparação não resulte.

Vários pais e encarregados de educação da Escola Básica de São Lázaro, em Braga, protestaram esta manhã à porta da instituição. No centro da insatisfação estão problemas que se arrastam há cerca de oito anos, nomeadamente as constantes avarias no sistema de ar condicionado, a falta de sombras no recreio e a escassez de assistentes operacionais, uma lacuna que afeta gravemente o acompanhamento dos quase 300 alunos, especialmente numa escola que integra uma unidade de apoio especializado.


Oito anos de falhas e ar saturado nas salas

O problema da climatização surgiu logo após a renovação do edifício. Com o passar do tempo, as falhas na renovação do ar e as temperaturas extremas têm prejudicado a saúde e o conforto das crianças. Ana Alves, uma das mães presentes na manifestação e representante dos pais, sublinha que as justificações da autarquia têm variado, mas a situação continua a degradar-se de ano para ano.

“Uma das primeiras desculpas que nos deram foi que o equipamento do ar condicionado tinha sido descontinuado… Passaram-se 8 anos e as coisas têm-se agravado. O ar interior, com quase 300 crianças lá dentro, fica extremamente saturado.”

Ana Alves sobre a degradação das condições de climatização na EB1 de São Lázaro

À falta de condições físicas soma-se a queixa recorrente de ausência de comunicação por parte da Câmara Municipal. Os encarregados de educação acusam o executivo de “inércia” e de fugir ao diálogo nos momentos em que as famílias mais precisam de respostas, apontando como exemplo o facto de o município não ter marcado presença numa reunião convocada para discutir os problemas da escola.

“Foi convocada uma reunião em fevereiro com várias entidades para tentarmos resolver os problemas da escola. A Câmara Municipal não esteve presente. A Junta de Freguesia disse que ia tentar fazer pressão junto da câmara. A verdade é que ninguém resolve”, afirmou Ana Alves.

Os encarregados de educação criticam a ausência de resposta e de diálogo por parte da autarquia bracarense face aos problemas reportados

Oposição acusa executivo de alheamento

Depois da reunião de câmara desta manhã, o vereador da Iniciativa Liberal, Rui Rocha, não poupou críticas à gestão da maioria governativa e à falta de acompanhamento da situação. O autarca lamentou a ausência dos responsáveis camarários perante as dificuldades reais da comunidade escolar e exigiu soluções imediatas.

Não há festa nem festança em que não apareça a dona Constança, mas quando é para resolver o problema de crianças, quando é para resolver o problema dos pais, ninguém aparece. Nem a vereadora da educação, nem o senhor presidente da câmara.”

O vereador da Iniciativa Liberal critica a postura da Câmara Municipal no acompanhamento das necessidades da escola

Autarquia garante intervenção total se a reparação falhar

Confrontado com as críticas, o presidente da câmara, João Rodrigues, justificou a mais recente falha do equipamento com danos provocados pelas más condições meteorológicas. O edil adiantou que a autarquia está a aguardar uma peça de substituição para a próxima semana, mas deixou a garantia de que o município resolverá o problema pela raiz.

*c/José Silva Brás

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Ariana Azevedo
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Jornalista na RUM

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Carolina Damas
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