IL quer mapear “pontos negros” e questiona autarquia sobre protocolo de segurança rodoviária em Braga

Mais de um ano após o anúncio de um protocolo com a ANSR, a Iniciativa Liberal alerta para a estagnação do plano municipal e para o elevado número de atropelamentos no concelho. Rui Rocha vai levar o tema à reunião do executivo desta sexta-feira.
Rui Rocha em declarações à RUM:

A Iniciativa Liberal (IL) de Braga manifestou a sua profunda preocupação com a falta de avanços no Plano Municipal de Segurança Rodoviária. Apesar de ter sido anunciado, em março de 2025, um protocolo de colaboração entre a Câmara Municipal e a Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR), o partido alerta que passou mais de um ano sem que se conheça o estado de execução ou as medidas prioritárias a implementar no concelho.

A urgência deste dossier agrava-se face aos dados alarmantes da sinistralidade e à ocorrência contínua de atropelamentos graves em passadeiras.

“É muito importante que de facto avance e que haja medidas concretas para tentar controlar esta situação trágica.”

O alerta foi reforçado por Rui Rocha, que destacou as estatísticas preocupantes. Em discurso indireto, o responsável explicou que Braga registou números absolutos que ultrapassam Lisboa, ficando apenas atrás do Porto no número de atropelamentos ocorridos ao longo do ano de 2025. O representante da IL lamenta que, face a esta crise, o plano de segurança rodoviária pareça ter ficado sem qualquer seguimento.

Rui Rocha alerta para o número trágico de atropelamentos em Braga e lamenta a ausência de desenvolvimentos no protocolo celebrado com a ANSR

Para a Iniciativa Liberal, a segurança rodoviária exige planeamento contínuo e não pode continuar a ser tratada de forma meramente reativa, apenas após a ocorrência de acidentes. O partido defende uma intervenção assente na identificação das zonas de maior risco.

“Não é possível continuarmos a assistir a esta tragédia sem fazermos nenhuma ação concreta”, frisou Rui Rocha. Explicou ainda que é fundamental mapear os chamados “pontos negros” do município para perceber a origem do problema, avaliando se as falhas se devem a excessos de velocidade, problemas na própria via ou ausência de passagens para peões adequadas.

Os liberais defendem a identificação estratégica dos “pontos negros” do concelho e promete exigir ações concretas ao executivo

Para forçar respostas formais, o vereador liberal confirmou que levará o tema pessoalmente à reunião de câmara desta sexta-feira, em que pedirá dados atualizados e exigirá que o município concretize ações imediatas na área da segurança.

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Ariana Azevedo
Ariana Azevedo

Jornalista na RUM

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Sara Pereira
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