Cientistas percorrem bares de Braga com apresentações “descontraídas”

Falar sobre ciência de forma descomplicada. É este o objetivo do festival ‘Pint of Science’, no qual 12 cientistas da Universidade do Minho (UMinho) e do Laboratório Ibérico Internacional de Nanotecnologia (INL), entre outros, vão falar informalmente do seu trabalho em três bares noturnos do centro de Braga, entre 18 e 20 de maio.
Trata-se da 9.ª edição do evento, que ocorre em simultâneo em 640 cidades em 29 países do mundo, incluindo 12 cidades portuguesas.
O coorganizador do festival alinha esta iniciativa com o propósito de “puxar mais pessoas para a Ciência”, muitas delas que, segundo Fábio Pereira, se afastam da área devido aos termos científicos complicados. Daí surge a necessidade de promover uma “conversa descontraída para levar esse conhecimento”.
O programa em Braga começa esta segunda-feira, às 19h00, no Estúdio 22. Sob o tema ‘Neurónios em Obra’, Stephanie Oliveira aborda o equilíbrio e sistema nervoso e Anabela Moreira explora novas terapias para o Parkinson. No mesmo dia, às 21h00, o espaço eleito será a Galeria 101, com o mote ‘Espacialmente Falando’, com a presença de Nuno Barros a falar sobre neutrinos e Filipe Costa sobre relatividade e envelhecimento.
Na terça-feira, às 19h00, o Estúdio 22 acolhe uma conversa intitulada ‘Nano Heroís, Grandes Missões’, na qual Leonor Ribeiro aborda nanotecnologia no combate ao cancro e Francisca Oliveira a previsão de metástases através de análises sanguíneas.
Às 21h00, na Letraria, com o tema ‘Arte & Ciência: Curar e Sentir‘, Tiago Sousa incide nas emoções negativas na música e Nelson Junior no teatro como apoio à saúde mental.
O cartaz encerra na quarta-feira. Às 19h00, sob o tema ‘Pequenos Grandes Detetores‘, a Galeria 101 recebe Bruna Alves, que apresenta conclusões de estudos sobre antibióticos marinhos, e Daniela Correia, que fala sobre embalagens inteligentes. Pelas 21h00, a conversa ‘Igualdade com Filtros?’ traz à Letraria Matilde Faria, para discutir o empoderamento feminino na Arábia Saudita, e Manuel Sá Valente, numa reflexão sobre envelhecimento e igualdade.
Cada investigador tem 15 minutos de apresentação e depois responde às perguntas do público.
A participação nas diferentes sessões requer o levantamento prévio de um bilhete através do site oficial com nota para o facto de algumas das sessões estarem já esgotadas. A expetativa da organização ronda a participação de quase duas centenas de pessoas, semelhante aos números da edição de 2025.
