Mandarim com sotaque da UMinho. Estudante na Final Mundial do “Chinese Bridge”

Marisa Duarte conquistou o primeiro lugar na 25.ª edição do concurso "Chinese Bridge" em Portugal e prepara-se agora para a final mundial, onde irá competir com os melhores estudantes de mais de 130 países no maior palco da língua e cultura chinesa.
Marisa Duarte em entrevista à RUM:

Chama-se Marisa Duarte, tem 23 anos e acaba de conquistar o primeiro lugar na 25.ª edição do concurso “Chinese Bridge” em Portugal. A estudante, que chega ao topo do pódio pela segunda vez (já tinha ganho em 2023) vai agora preparar-se para a final mundial, em que irá competir com os melhores de mais de 130 países no maior palco da língua e cultura chinesa.

A jovem natural de Viseu é finalista do mestrado em Estudos Interculturais Português/Chinês na UMinho e aluna do Instituto Confúcio da mesma instituição. Em Lisboa, perante o Embaixador da China, Yang Yirui, e um júri que avaliou discursos e performances de talento, sagrou-se vencedora, garantindo também uma das três vagas de estágio em disputa.

“Esta vitória é mesmo o resultado dessa dedicação constante. O chinês é uma língua muito difícil, mas também é muito gratificante porque abre muitas portas.”

Marisa explica que a experiência anterior não tornou o desafio mais fácil, exigindo esforço redobrado

A Melodia Tonal da Língua Chinesa

A ligação da viseense ao mandarim começou em 2021 e teve um incentivo inesperado: a música. Sendo o chinês uma língua tonal, com cinco tons distintos no mandarim, a aluna encontrou na fonética uma sonoridade que a cativou. Para a vencedora, dominar o idioma vai muito além da gramática, exigindo uma imersão na cultura para que a comunicação seja verdadeiramente eficaz.

O início da aprendizagem e a escolha do mandarim na faculdade
A estudante durante o concurso (Reprodução: DR)

A Excelência do Instituto Confúcio

A academia minhota mantém a tradição de ser a instituição que mais vezes venceu a etapa nacional, enviando representantes para a final mundial na China. O mestrado em que Marisa está inserida oferece uma base sólida para lidar com ambientes interculturais, permitindo comparar as culturas portuguesa e chinesa. Além do sucesso académico, a jovem já atua como professora freelance de mandarim, coreano e português.

“O mestrado na UMinho tem uma componente intercultural muito interessante

As ferramentas interculturais da UMinho

Um dos pontos altos da intervenção de Marisa foi a reflexão sobre o impacto das palavras. A estudante sublinhou que dizer “a coisa certa” em português pode ter um efeito negativo ou inesperado em solo chinês se não houver um filtro cultural. É nesta gestão de expectativas e significados que a representante portuguesa se tem focado, utilizando as ferramentas teóricas do seu mestrado na UMinho para se destacar na vertente prática da oratória.

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Ariana Azevedo
Ariana Azevedo

Jornalista na RUM

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Sara Pereira
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