E o Enterro da Gata de há 20 anos? Quem se recorda?

Como foi o Enterro da Gata de 2006, onde e quem participou? Que temas inquietavam na altura os estudantes da Universidade do Minho? A RUM entrevistou Roque Teixeira, 20 anos depois de um Enterro da Gata de uma outra geração.

Vinte anos depois de ter presidido à Associação Académica da Universidade do Minho (AAUMinho), Roque Teixeira regressou às memórias do Enterro da Gata de 2006 para comparar uma academia muito diferente daquela que hoje vive estas tradições académicas com componente recreativa e cultural.

Entre recordações da organização do evento, das dificuldades financeiras, dos concertos marcantes, das tradições académicas e das reivindicações estudantis da época, o antigo dirigente estudantil reconhece que muitas das lutas de então continuam por resolver em 2026.

Roque Teixeira Presidente AAUM 2006 (FOTO: UMDICAS)

À RUM, Roque Teixeira recordou que a preparação do Enterro da Gata exigia um forte equilíbrio financeiro e que naquela época a direção da AAUMinho procurava garantir um cartaz forte sem comprometer as contas, até porque simultaneamente o objetivo passava também por juntar verbas para a futura sede da academia que ainda não foi construída no Campus de Gualtar da Universidade do Minho, em Braga.

O antigo presidente destacou ainda a importância de diferenciar o Enterro da Gata de outros grandes eventos académicos da região, apesar da proximidade ao Porto, e recordou a realização das festas no recinto em frente ao campus de Gualtar antes da mudança para a Alameda do Estádio Municipal de Braga, o último recinto que acolheu as festividades até à transição para o Fórum Braga.

Sobre o cartaz de 2006, relembrou com entusiasmo o concerto dos Xutos & Pontapés, depois de a banda ter falhado o cartaz no ano anterior devido a cláusulas de exclusividade perante a realização de um concerto nas proximidades numa data relativamente próxima.

Para Roque Teixeira, as tradições académicas merecem ser respeitadas e cumpridas. Além do cortejo académico de quarta-feira, destacou momentos como o velório e as serenatas, sublinhando que continuam a ser símbolos identitários da UMinho. Para o antigo presidente da AAUMinho, é precisamente essa continuidade das tradições que mantém viva a ligação entre gerações de estudantes.

De forma mais concreta sobre o cortejo académico, descreveu-o como um dos momentos mais marcantes da vida estudantil, tanto para quem participa como para quem organiza, sublinhando a ligação emocional dos estudantes à cidade e às tradições da Universidade do Minho.

O antigo presidente da Associação Académica da Universidade do Minho ainda se recorda do tema do Enterro da Gata de 2006, “Os Desejos da Gata”, que segundo explicou surgiu num contexto de debate em torno do Processo de Bolonha, das alterações ao regime jurídico das universidades e das questões de ação social. “Alguns desses desejos ainda não foram cumpridos, 20 anos depois”, afirmou.

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Elsa Moura
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Sara Pereira
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