Colégio Doutoral da UMinho promove debate sobre oportunidades e desafios do doutoramento

A sessão, dinamizada pelo Colégio Doutoral da Universidade do Minho, decorreu no âmbito do primeiro Dia Europeu do Doutoramento.

Discutir oportunidades e falhas, perspetivar a relação doutorando-orientador e assinalar as vantagens de enveredar no terceiro ciclo do Ensino Superior guiaram o debate no âmbito do primeiro Dia Europeu do Doutoramento. A iniciativa foi dinamizada pelo Colégio Doutoral da Universidade do Minho (UMinho).

A iniciativa decorreu na tarde desta quarta-feira, dia 13 de maio, no B-Lounge do campus de Gualtar da UMinho, em Braga. A abertura coube à diretora do Colégio Doutoral, Margarida Correia-Neves, seguindo-se a apresentação de um mural a desafiar os estudantes a partilharem as suas mensagens.

O destaque esteve, contudo, numa mesa-redonda com vários doutorados experientes, que partilharam a sua experiência sobre a transição da academia para o mercado de trabalho.

A sessão reuniu os testemunhos de António Salgado, vice-reitor para a Investigação e Política Científica, Filipe Alves, engenheiro de I&D do DTx, e de três doutorados experientes e cofundadores de spin-offs da academia minhota: Miguel Ferreira (Keep Solutions), Neide Vieira (Iplexmed) e Sara Madeira (Extreme Materials). A moderação coube a Luís Ferreira, doutorando na Escola de Economia, Gestão e Ciência Política.

Uma troca de ideias “importante”, aos olhos do vice-reitor para a Investigação e Política de Ciência da UMinho, por permitir discutir e fazer um enquadramento amplo daquilo que deve ser uma boa experiência de doutoramento. António Salgado valoriza o facto de ter sido implementado um dia dedicado ao terceiro ciclo do Ensino Superior.

“O tópico era ‘Ainda vale a pena fazer um doutoramento?’, mas, na realidade, a discussão foi muito mais ampla: passou pela formação, pela qualidade da orientação, pela interação aluno-orientador, passou pela aplicabilidade do que nós aprendemos enquanto doutorandos para o futuro.”

Uma discussão ampla, tal como aponta o vice-reitor António Salgado
António Salgado sobre a importância do Dia Europeu do Doutoramento

É nestes momentos de discussão que o vice-reitor encontra uma oportunidade para atrair estudantes para os doutoramentos.

Ao “discutir, de uma forma aberta, as vantagens, as desvantagens, os problemas, os altos e baixos do doutoramento e não só”, a iniciativa permitiu sublinhar “a capacidade e o sucesso que os alunos de terceiro ciclo têm, não só na academia, mas também como na parte empreendedora.”

Mais que isso, é preciso “mostrar as oportunidades de formação na Universidade do Minho”, de modo a atrair esses alunos.

Como atrair alunos para o doutoramento? A resposta de António Salgado

“Um complexo vitamínico” ao trabalho dos doutorandos

A sessão ficou a cargo do Colégio Doutoral da Universidade do Minho, um órgão que procura apoiar o percurso de estudantes e orientadores, de forma paralela ao trabalho desenvolvido nas unidades orgânicas.

Margarida Correia-Neves descreve o apoio prestado por este órgão a quem prolonga o percurso académico até ao terceiro ciclo como “um complexo vitamínico”.

Margarida Correia-Neves (Foto: David Alves Braga/RUM)

A intervenção desta organização foca-se, acima de tudo, em disponibilizar formações complementares “que, se calhar, as escolas não estão a conseguir fazer”, promovendo o desenvolvimento de “competências transversais”. Além disso, procura dotar os próprios orientadores.

O papel do Colégio Doutoral, segundo a diretora Margarida Correia-Neves

Do ponto de vista de quem estuda, há sempre aspetos a melhorar. Para Vivian Madalozzo, estudante do doutoramento em Estudos da Criança, tudo começa no debate.

Importa, também, ter na academia uma entidade pronta a ouvir os alunos. Em declarações à RUM, a doutorando garante que a Universidade do Minho corresponde neste requisito.

Vivian Madalozzo e a importância do debate na promoção da qualidade dos doutoramentos na UMinho

“ainda vale a pena fazer doutoramento?”

Foi precisamente a resposta ao mote ‘Ainda vale a pena fazer doutoramento?’ que guiou a sessão. Os convidados e o público discutiram as vantagens e desvantagens de enveredar num doutoramento.

A resposta de Vivian Madalozzo é claro, mas com uma condição: “vale a pena fazer doutoramento se as pessoas ainda tiverem o desejo da mudança”.

Já António Salgado enumera um conjunto de competências desenvolvidas no terceiro ciclo, desde a capacidade cognitiva e o conhecimento científico às soft skills, para justificar a importância do doutoramento.

Vivian Madalozzo e António Salgados respondem à pergunta: ‘Ainda vale a pena fazer fazer doutoramento?’

Ainda no âmbito do Dia Europeu do Doutoramento, o Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade da UMinho promove um seminário doutoral alusivo à efeméride e no âmbito dos seus 25 anos de atividade.

*editado por José Silva Brás

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David Alves Braga
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Carolina Damas
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