Festival Deriva 2026. UMinho transforma-se em palco de experimentação e democracia cultural

A Universidade do Minho (UMinho) transforma-se, esta quinta-feira, num laboratório de experimentação artística e gestão profissional. Os alunos do 1.º ano do Mestrado em Comunicação, Arte e Cultura assumem as rédeas do Festival Deriva 2026, convertendo o campus num espaço vivo de democracia cultural.
À RUM, João Perdiz, da organização, adianta que o evento abre às 10h00 com um concerto de piano e trompa, contando ainda com “oficina de fotografia alternativa, slideshow de fotografias, exposição de artistas, uma demonstração participativa de moda” e atuações de teatro dos alunos da academia minhota.
Com o conceito de ‘Utopia’ como mote, o festival propõe uma curadoria que desafia o quotidiano académico. Explica ainda que esta edição visa proporcionar uma “experiência imersiva e participativa”, convidando toda a comunidade – alunos, professores e funcionários – a “desacelerar um pouco a sua rotina” e a explorar as variadas formas artísticas propostas.
O tema serve, assim, como um convite para que o público se encontre consigo próprio e com os outros através da arte. Para que esta visão se tornasse realidade, revela que foi necessária a montagem de uma estrutura profissional que preparasse os estudantes para o mercado de trabalho.
Programação Completa
O coletivo de quase 30 pessoas dividiu-se em departamentos de patrocínios, programação e comunicação para simular os desafios reais enfrentados pelos grandes festivais do país. O responsável sublinha que esta organização, embora experimental, coloca os alunos a “lidar com ferramentas” essenciais para o futuro na mediação e programação cultural.
O Festival Deriva 2026 afirma-se, segundo um dos responsáveis, como um espaço de liberdade onde “não há barreiras nas formas artísticas” escolhidas, abrangendo desde o teatro à música e workshops de poesia.
