AEMinho cresceu em associados e reforçou atividade em 2025

De acordo com Ramiro Brito, presidente da direção, estes resultados são o reflexo do trabalho ativo e "inexcedível" da equipa, mas principalmente da confiança que os empresários minhotos depositam na associação.

A Associação Empresarial do Minho (AEMinho) fechou 2025 em alta. O Relatório e Contas, apresentado esta quarta-feira, revelou um aumento de cerca de 6% no número de associados, totalizando 249, e um reforço significativo das atividades dinamizadas em relação ao ano anterior. Com uma autonomia financeira de 88%, a associação empresarial fechou o ano com um saldo positivo superior a 80 mil euros.

De acordo com Ramiro Brito, presidente da direção, estes resultados são o reflexo do trabalho ativo e “inexcedível” da equipa, mas principalmente da confiança que os empresários minhotos depositam na associação.

Este é, aliás, o primeiro motivo que o responsável aponta como fator de crescimento.

“Além do resultado financeiro, isto é o retrato da confiança que as empresas do Minho depositam na associação, na medida em que são elas que a financiam. É muito bom para nós, chegarmos agora quase ao nosso quinto aniversário e perceber, que há uma relação de confiança nesta comunidade empresarial do Minho, que tem vindo a crescer, que se tem vindo a consolidar e que está espelhada nesses resultados”.

Segundo o dirigente, esta confiança reflete-se igualmente no crescimento significativo das iniciativas dinamizadas pela associação – de 140 em 2024, para 170 em 2025.

Um recorde que Ramiro Brito diz não servir para ocupar calendário, mas para corresponder à grande adesão dos associados, que têm superado as expectativas na participação. De acordo com o relatório, em 2025 a associação dinamizou 22 webinars e 25 eventos de networking, incluindo a habitual gala solidária e o evento de comemoração do 4º aniversário da associação.

“Nós temos tido de facto uma adesão muito grande da comunidade empresarial e de todo o ecossistema que existe à volta das empresas. E é isso que justifica o aumento de iniciativas, ou seja, muitas dessas iniciativas são desdobragens, modelos novos, de iniciativas originais para permitir esse acesso”.

Ainda que o saldo positivo seja um sinal forte da “solidez financeira” da associação, Ramiro Brito acredita que a sua potencialização, no sentido de “criar mais e melhores iniciativas”, é o legado que pretende marcar.

Não só ele, mas toda a equipa da AEMinho e em especial o grupo de quatro pessoas que “fazem todas as ideias, por mais arrojadas que sejam, acontecer”, insiste.

Cimeira da Indústria será “um grande ponto de encontro dos empresários”

A 26 de maio, o Theatro Circo acolhe a Cimeira da Indústria, uma iniciativa da AEMinho em parceria com o Observador que pretende ser “um ponto de contacto, de discussão do presente e do futuro das empresas do Minho e do país”. Em simultâneo, a AEMinho celebrará o seu quinto aniversário.

O primeiro-ministro, Luís Montenegro, o ministro-adjunto e da reforma do Estado, Gonçalo Matias, o ex-presidente da Câmara Municipal do Porto e atual embaixador de Portugal na OCDE, Rui Moreira, e o presidente da Associação Business Roundtable Portugal (BRT), Carlos Moreira da Silva, são alguns dos oradores confirmados, aos quais se irão juntar outras figuras de relevo no setor.

De acordo com o dirigente, este é só mais um exemplo de como a associação empresarial pode “contribuir de uma forma cada vez mais efetiva e real para o debate, para a evolução da economia e para o desenvolvimento das empresas”.

“É muito importante para nós que os empresários da AEMinho se sintam representados nela e este relatório, estes resultados, mostram muito essa ligação. Existe hoje uma ligação efetiva da comunidade empresarial à associação porque se revêem naquilo que a AEMinho faz”.

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José Brás
José Brás

Jornalista na RUM

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