Alunas da UMinho visitam Timor-Leste em missão pedagógica

Aprofundando os laços pedagógicos que unem as duas instituições já desde o ano passado, Bruna Pinto e Margarida Mendes vão adaptar atividades desenvolvidas nos seus estágios e aplicá-las ao contexto timorense

O Instituto de Educação (IE) da Universidade do Minho volta a expandir as fronteiras da academia minhota, desta vez até Timor-Leste.

O Instituto Universitário Naroman Esperansa (IUNE), em Gleno, acolhe no final de maio duas alunas e um docente do IE para uma missão intensiva que alia a prática pedagógica, o intercâmbio cultural e a cooperação académica, impactando a formação de professores e a educação local.

Aprofundando os laços pedagógicos que unem as duas instituições já desde o ano passado, Bruna Pinto e Margarida Mendes vão adaptar atividades desenvolvidas nos seus estágios e aplicá-las ao contexto timorense, trabalhando diretamente com crianças e partilhando metodologias com os estudantes do IUNE que fazem formação de nível superior.

Sob orientação do professor Rui Ramos, este intercâmbio não só será uma “experiência única” para estas alunas, mas também para os alunos timorenses que “têm a necessidade de comunicar em português com outras pessoas”.

Rui Ramos sobre a experiência intercultural e pedagógica

“As línguas oficiais em Timor-Leste são o português e o tétum, mas o português tem poucas oportunidades de se ouvir e de se falar, e eles têm essa necessidade”

Para o IE, que já assegura várias disciplinas do plano de estudos do instituto timorense em regime de ensino a distância, trata-se de um passo estratégico na internacionalização e na cooperação para o desenvolvimento, promovendo a qualificação de sistemas educativos em contextos emergentes. Para a IUNE, abre-se mais um canal de partilha de conhecimento com efeitos concretos na sala de aula e nos percursos dos mais novos.

Além disso, este é também um intercâmbio cultural tendo em conta as dificuldades de contato direto que a aquela população tem com a capital timorense, apesar desta ficar a apenas 50 quilómetros de distância.

Em consonância, de certa forma, com os valores da IUNE também este programa privilegia a descentralização dos serviços educativos e o contacto intercultural como mecanismo de ensino.

Docente explica relevância destes programas interculturais para os dois países

“É muito bom que naquela localidade haja uma instituição como esta, que tem uma reitora, que é uma freira italiana, e que tem a cooperação de uma série de outras freiras espanholas, italianas, cabo-verdianas, portuguesas e brasileiras com conhecimento do mundo”

A UMinho colabora com Timor-Leste em várias áreas, sobretudo desde a transição democrática, como a preparação das eleições e da Constituição, além de projetos de capacitação, melhoria da qualidade dos serviços públicos ou criação de licenciaturas, mestrados e doutoramentos na Universidade Nacional de Timor-Leste, entre outras instituições.

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José Brás
José Brás

Jornalista na RUM

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