Brigada de Trânsito vai regressar e estradas vão contar com novos radares de velocidade média

A Brigada de Trânsito (BT) da Guarda Nacional Republicana, uma unidade dedicada a fiscalizar o trânsito, vai voltar às estradas portuguesas. O anúncio foi feito na manhã desta quarta-feira, pelo ministro da Administração Interna, Luís Neves.
Segundo um relatório da Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária, “Portugal tem o perfil de mortalidade urbana mais elevado da União Europeia”. Trata-se do motivo central para a intervenção do Governo, que anunciou um conjunto de medidas para combater a sinistralidade rodoviária.
A bandeira de Luís Neves será a retoma da atividade da BT. O governante defende que, desde a extinção desta equipa em 2007, “Portugal perdeu a essência de uma fiscalização rodoviária contínua e especializada”.
“A eficácia, a uniformidade e o controlo operacional do serviço de transito só podem ser assegurados através de um comando nacional especializado e unificado”.
Luís Neves, ministro da Administração Interna
Um “novo Código da Estrada”
Ainda sem avançar com medidas concretas, sabe-se já que o Executivo vai constituir um “novo Código da Estrada“.
O ministro da Administração Interna garante, contudo, que pretende agravar as penalizações para quem repetidamente comete infrações, nomeadamente condução em excesso de velocidade ou sob efeito de álcool.
Sabe-se, ainda, que as Operações STOP deixaram de ter aviso prévio por parte das autoridades e que serão instalados mais radares de velocidade média.
Luís Neves rejeita acusações de o Governo estar “à caça de multas” e sublinha que os objetivos deste novo pacote de medidas passam, acima de tudo, por “inverter o afastamento face à média europeia” e “reforçar a prevenção e a fiscalização”.
A comparação internacional, segundo o estudo da ANSR, revela que “Portugal reduziu a taxa de mortalidade rodoviária por milhão de habitantes de 118,8, em 2005, para 58,1 em 2024”, uma melhoria que “não foi suficiente para assegurar convergência com os países europeus mais seguros”.
Em 2024, Portugal ficou acima da média da União Europeia (45) e muito acima de Espanha (36,7).
