Governo aprova dia de luto nacional pela morte de António Lobo Antunes que será cumprido no sábado

Também a ministra da Cultura, Margarida Balseiro Lopes, lamentou hoje a morte de António Lobo Antunes, considerando-o um escritor maior e intérprete sensível, que deixa um legado inesquecível.

O Governo aprovou hoje em Conselho de Ministros um dia de luto nacional em homenagem a António Lobo Antunes, que será cumprido no sábado.

“O Governo também propôs ao Presidente da República, que prontamente aceitou, a atribuição do Grande-Colar da Ordem de Camões a António Lobo Antunes”, informa uma nota divulgada pelo gabinete do primeiro-ministro, Luís Montenegro.

Ministra da Cultura lamenta morte de um escritor maior

A ministra da Cultura, Margarida Balseiro Lopes, lamentou hoje a morte de António Lobo Antunes, considerando-o um escritor maior e intérprete sensível, que deixa um legado inesquecível.

“É com profundo pesar que lamentamos a morte de António Lobo Antunes, escritor maior de Portugal, intérprete sensível e incomparável da condição humana, um dos nossos autores mais reconhecidos das últimas décadas”, disse a ministra da Cultura numa mensagem divulgada na rede social X.

Na opinião de Margarida Balseiro Lopes, António Lobo Antunes deixa “um legado brilhante e inesquecível”.

O escritor António Lobo Antunes, um dos maiores nomes da literatura portuguesa desde a segunda metade do século XX, morreu hoje aos 83 anos, confirmou à Lusa fonte editorial.

António Lobo Antunes nasceu em Lisboa, em 01 de setembro de 1942, licenciou-se em Medicina, pela Universidade de Lisboa em 1969, tendo-se especializado em Psiquiatria, que mais tarde exerceu no Hospital Miguel Bombarda. Optou pela escrita a tempo inteiro em 1985, para combater a depressão que dizia ser comum a todas as pessoas.

“Nunca soube verdadeiramente fazer outra coisa que não escrever”, declarou o escritor à agência Lusa, em 2004, quando já tinha recebido o Prémio União Latina (2003) pelo conjunto da obra, e a lista de distinções já ia do Grande Prémio de Romance e Novela da Associação Portuguesa de Escritores (APE) ao Melhor Livro Estrangeiro publicado em França (“Manual dos Inquisidores”) e ao reconhecimento pela Feira do Livro de Frankfurt (1997), na Alemanha.

O seu primeiro livro, “Memória de Elefante”, surgiu em 1979, logo seguido de “Os Cus de Judas”, no mesmo ano, sucedendo-se “Conhecimento do Inferno”, em 1980, e “Explicação dos Pássaros”, em 1981, obras marcadas pela experiência da guerra e pelo exercício da Psiquiatria, que depressa o tornaram um dos autores mais lidos em Portugal.

A República Portuguesa condecorou-o com a grã-cruz da Ordem de Sant’Iago da Espada, em 2004 e, em 2019, com a Ordem da Liberdade. França deu-lhe o grau de “Commandeur” da Ordem das Artes e das Letras, em 2008.

Foi Prémio Camões em 2007.

LUSA

Partilhe esta notícia
Redação
Redação

Administrator

Deixa-nos uma mensagem

Deixa-nos uma mensagem
Prova que és humano e escreve RUM no campo acima para enviar.
Português Suave
NO AR Português Suave A seguir: UMinho I&D às 20:00
00:00 / 00:00
aaum aaumtv