Partidos e Governo com consenso para adiar debate quinzenal com primeiro-ministro para sexta-feira

Os partidos e o Governo chegaram hoje a acordo no sentido de adiar para sexta-feira o debate parlamentar quinzenal com o primeiro-ministro, que estava previsto para hoje, por causa do risco de inundações na região de Coimbra.
Segundo fontes parlamentares, esta decisão foi tomada após o presidente da Assembleia da República, José Pedro Aguiar-Branco, ter consultado o Governo e os diversos grupos parlamentares. Ninguém se opôs ao reagendamento do debate.
Nesses contactos, José Pedro Aguiar-Branco perguntou aos partidos com representação parlamentar e ao Governo que respondessem até às 12h00 de hoje, se concordavam com o adiamento do debate quinzenal para sexta-feira.
O debate quinzenal com a presença de Luís Montenegro, que estava marcado para hoje, a partir das 15h00, realiza-se agora na sexta-feira, pelas 10h00.
No plano político, será o primeiro debate após a demissão de Maria Lúcia Amaral das funções de ministra da Administração Interna, pasta que, transitoriamente, será assumida pelo primeiro-ministro, Luís Montenegro.
Na terça-feira à noite, a questão do adiamento do debate quinzenal começou a ser ponderada por alguns líderes parlamentares, sobretudo, depois da decisão da Câmara de Coimbra tomar a medida preventiva de retirar cerca de três mil pessoas face ao risco de as margens do Mondego colapsarem.
Quinze pessoas morreram em Portugal desde 28 de janeiro na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.
As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas. A destruição, total ou parcial, de casas, empresas e equipamentos, o fecho de estradas, escolas, serviços de transporte e o corte de energias são as principais consequências do mau tempo.
c/LUSA
