Governo classifica reforço da Lusa como “uma das maiores conquistas” dos últimos meses

O governante considerou ainda que a Lusa, enquanto produto de informação, é uma marca “com uma elevada reputação e confiança dos portugueses”.

O ministro da Presidência, António Leitão Amaro, classificou hoje como “uma das maiores conquistas” dos últimos meses o reforço da Lusa e afirmou que “o país tem muito orgulho” na agência.

“Uma das maiores conquistas, implementações e execuções destes meses é o trabalho e o esforço de reforço da Agência Lusa, uma agência de notícias pública, independente, capaz de gerar informação de qualidade com elevados padrões e com isso também ser um fator de sustentabilidade de todo o setor”, referiu o ministro numa audição na Comissão parlamentar de Cultura, Comunicação, Juventude e Desporto.

O governante considerou ainda que a Lusa, enquanto produto de informação, é uma marca “com uma elevada reputação e confiança dos portugueses”.

“Por isso, merece a nossa aposta”, acrescentou.

Leitão Amaro disse também que com um controlo do total do capital da agência “justifica-se uma nova governação”, para que “a gestão da Lusa seja mais ágil e profissional”.

“Por isso, um Conselho de Administração plural com três membros competentes e profissionais, garantindo a independência total na sua composição. Aliás, reconduzimos o presidente, trazemos um jornalista para a administração e uma financeira, todos eles sem nenhuma ligação política de qualquer natureza”, garantiu o ministro.

António Leitão Amaro salientou ainda a criação de um novo mecanismo, um Conselho Consultivo, que prevê garantir a continuidade da independência da Lusa e que será composto “por representantes do parlamento, representantes das entidades territoriais de governação, municípios, regiões autónomas e trabalhadores”.

Assim como “os clientes principais da Lusa, os meios de comunicação social, que são ‘stakeholders’ (interessados) da Lusa e que se juntam para escrutinar, acompanhar, ouvir e participar no processo de nomeação dos órgãos e no processo de análise das principais questões, sem ter, obviamente, poderes de direção sobre o processo editorial, que tem que ter toda a independência”, acrescentou o ministro.

“Todos podem desejar ter mais voz, mas ninguém tinha voz no processo de governação da Lusa e passaram a ter agora”, disse.

O ministro enfatizou também que o modelo da Lusa é diferente do da RTP, mas é um mecanismo que “aumenta muito a transparência”.

“É, assumidamente, um modelo de governação diferente do da RTP, mas é um mecanismo que dá e aumenta muito a transparência, a independência, a pluralidade no escrutínio e no acompanhamento da atividade da Lusa”, asseverou.

O Governo anunciou no dia 12 de janeiro a recondução de Joaquim Carreira como presidente do Conselho de Administração da Lusa e a entrada de dois novos membros executivos, Luís Ferreira Lopes e Ana Alves.

LUSA

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