Catarina Martins. “Quando me candidatei não me candidatei a fazer as contas aos outros”

Catarina Martins, a candidata às presidenciais apoiada pelo Bloco de Esquerdaq e a única mulher entre onze candidatos disse esta sexta-feira ver os outros candidatos presidenciais a fazer contas, sem que da soma entre eles resulte qualquer ideia, e defendeu que quem não tem um projeto para o país nem devia ter-se candidatado.
No último dia da campanha para as eleições presidenciais de 18 de janeiro, Catarina Martins visitou o Mercado Municipal de Guimarães, onde fez um balanço das últimas duas semanas, comparando a sua campanha à dos adversários.
“Não há dia nenhum em que eu não tenha conjugado o contacto com a população para ouvir o que as pessoas dizem, com um projeto para o país, com mostrar o que eu acho que pode ser uma Presidente da República que responda às pessoas”, recordou a candidata.
Entre as idas a feiras e mercados e os debates temáticos ou visitas a projetos sociais que considera serem bons exemplos, Catarina Martins quis levar para a campanha temas que diz serem estruturantes e que devem ser prioridade do próximo Presidente da República, como a saúde, habitação, ambiente ou a revolução tecnológica.
Olhando para a campanha dos restantes candidatos, diz não ter visto o mesmo compromisso, mas antes um jogo de estratégia político e apelos ao voto útil.
“Quando me candidatei não me candidatei a fazer as contas aos outros ou com taticismo. Candidatei-me porque eu gosto mesmo muito de Portugal”, afirmou a candidata, acrescentando que “quem não tem um projeto para o país nem sequer se devia ter candidatado”.
Num mercado em que recebeu o apoio de várias mulheres, que defenderam que é hora de ter uma mulher na Presidência da República, a única candidata apelou também ao voto dos homens que querem quebrar o ‘tabu’ de que o chefe de Estado deve ser um homem.
c/Lusa
