Jorge Pinto aceita voto em candidatura que impeça 2.ª volta

o candidato presidencial Jorge Pinto, apoiado pelo Livre pede aos eleitores que “votem livremente” e admite perceber que votem numa candidatura que impeça uma segunda volta entre um candidato antidemocrático e outro “demasiado próximo do Governo”.
Na reta final da campanha, em declarações aos jornalistas durante uma arruada no Porto, Jorge Pinto afirmou que, dado o risco de haver uma segunda volta entre um “candidato antidemocrático” e outro “demasiado próximo do Governo”, percebe as dúvidas dos eleitores e que respeitará quem vote “numa candidatura que ache que é mais útil para impedir este cenário”.
Jorge Pinto, que já não pode desistir da candidatura, sublinhou que conseguiu marcar a agenda política e disse que a sua nova forma de fazer política inclui validar a opção de quem “vota por medo” de uma segunda volta com candidatos que “assustam” e acrescentou que está disposto a “prejudicar a sua candidatura para preservar e proteger o futuro do país”.
Sem nunca referir o nome de António José Seguro, o candidato a Belém sublinhou a importância de perceber quem passa à segunda volta para que se garanta que as ideias desse pacto republicano sejam “trazidas de volta”.
Jorge Pinto disse confiar que os “portugueses saberão decidir, no alto da sua inteligência, aquilo que acham que é o melhor para o país”, acrescentando que se isso acontecer a sua candidatura já “valeu a pena”.
“Foi isso que me moveu, muito mais que um bom resultado pessoal ou político, um bom resultado para o país, acho que é isso que nos deveria mover a todos enquanto candidatos”, defendeu.
O candidato a Belém assegurou também que não o preocupa a possibilidade de vir a ficar atrás de candidatos como Manuel João Vieira, porque o seu objetivo era trazer novos temas para o debate político e uma nova forma “distintiva, fresca, feliz, otimista” de fazer política.
c/Lusa
