Ministério da Cultura lamenta destruição do Padrão de D. João I, em Guimarães, e envia equipa técnica 

O objetivo da tutela passa ainda por diligenciar sobre as condições da sua recuperação e ponderar estratégias futuras de salvaguarda.

O ministério da Cultura lamentou esta quarta-feira “profundamente” “o ato de vandalismo” praticado sobre o Padrão de D. João I, em Guimarães, e anunciou que enviou uma equipa para avaliar os danos e diligenciar sobre a recuperação do mesmo.

Num comunicado divulgado ao início da noite, o ministério da Cultura afirma que “face à gravidade da situação, o Património Cultural/Instituto Público operacionalizou a deslocação de uma equipa técnica a Guimarães, no sentido de avaliar, não apenas os danos materiais causados ao cruzeiro derrubado e fragmentado, mas também para diligenciar sobre as condições da sua recuperação e ponderar estratégias futuras de salvaguarda”.

“Os fragmentos foram, entretanto, recolhidos pela Câmara Municipal de Guimarães”, tal como a RUM já tinha noticiado.

No comunicado, o ministério refere que o ministério da Cultura “lamenta profundamente a ocorrência deste episódio, tendo agido na consciência de que a minimização dos danos não resolverá ainda as grandes questões da responsabilidade coletiva sobre o Património e o incontornável respeito que sobre ele deve presidir”.

“Essa é, justamente, uma das grandes batalhas a desenvolver pelo ministério da Cultura – a consciência patrimonial conquistada pela Educação e pela Cultura, com repercussões sociais ativas na convivência pacífica entre as comunidades e os registos materiais que chegam até nós”, adianta.

A Junta de Freguesia de Creixomil anunciou que na terça-feira à noite “o Padrão de S. Lázaro em Creixomil, concelho de Guimarães, classificado como monumento nacional, apareceu destruído” e que na altura se desconhecia ainda se tinha sido vandalismo ou acidente.

Em nota publicada na sua página de Facebook, a Junta de Creixomil refere que a Polícia Municipal esteve no local, tendo procedido ao seu isolamento.

“A Junta de Freguesia espera, com expectativa, o desenrolar do processo”, acrescenta, sublinhando que o património cultural da localidade “ficou mais pobre”.

A PSP tomou conta da ocorrência e vai investigar as circunstâncias da destruição do monumento.

c/Lusa

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