Vereadores do ‘Amar e Servir Braga’ denunciam bloqueio de informação por parte de João Rodrigues

Os vereadores do movimento independente ‘Amar e Servir Braga’ denunciaram esta quarta-feira, em conferência de imprensa a falta de respostas e um “bloqueio à informação” por parte do presidente de Câmara Municipal de Braga, João Rodrigues, alegando que tal situação os impede do exercício normal das suas funções enquanto parte do executivo camarário.
Este é mais um episódio do conflito entre os independentes e João Rodrigues que ganhou novos contornos na reunião de executivo da passada segunda-feira. Hoje convocaram a imprensa para publicamente acusarem o autarca social democrata de não ter em conta propostas que, na ótica do movimento, são “relevantes para o Município”.
No gabinete concedido aos vereadores no gnration, Ricardo Silva referiu que das mais de uma centena de perguntas e recomendações enviadas ao presidente desde o início do mandato, apenas 16% obtiveram resposta e a grande maioria “de forma bastante incompleta”, sem estar incluída “informação produzida pelos serviços técnicos”.
No ponto de vista do vereador da oposição, esta é “mais uma forma de bloquear o acesso à informação” e de “toldar o exercício de mandato” a quem também foi eleito pelos bracarenses.
“Aquilo que o presidente da Câmara quer tentar fazer é que os vereadores sejam uma espécie de marioneta, ou que estejam lá só para acenar com a cabeça e isso é absolutamente inaceitável”.
Sublinhando o compromisso do movimento com os bracarenses, e a “boa-fé” das intervenções que diz serem “um exercício para complementar o trabalho diário de quem está em funções”, o vereador pede que se “levante o bloqueio e se restitua o normal funcionamento do órgão”.
Este é também um pedido que permeia o processo interposto pelo movimento a João Rodrigues que está em fase de recurso.
Convicto de que o que falta aqui analisar é uma “questão de fundo”, para o também antigo presidente da Junta de Freguesia de S. Victor, a única resposta plausível da justiça neste caso é “dar razão ao lado da democracia” e aceitar a intimação para comportar.
“O Tribunal Administrativo e Fiscal de Braga não se pronunciou sobre o mérito da questão, pronunciou-se antes sobre uma questão processual, ou seja, limitou-se a considerar que não existia urgência na discussão da matéria”.
