Ventura e Seguro convergem opiniões quanto à reforma da legislação laboral

As diferenças entre os dois candidatos a Belém são muitas, e as acusações de parte a parte também, no entanto, a reforma da legislação laboral foi um ponto de convergência durante o debate desta terça-feira.

António José Seguro e André Ventura estão em lados opostos praticamente em todos os temas relevantes para os portugueses, com exceção da reforma da legislação laboral. Os candidatos estiveram frente-a-frente, esta terça-feira, no primeiro e único debate para a segunda volta da eleições presidenciais que terminam no dia 8 de fevereiro, e concordaram em um ponto: o veto do pacote laboral.

As diferenças entre os dois candidatos a Belém são muitas, e as acusações de parte a parte também, no entanto, o tema da reforma de legislação laboral foi um ponto de convergência dos dois candidatos, esta terça-feira, ainda que a resposta à questão mostre diferentes intensidades.

António José Seguro afirmou que a sua atitude vai depender do decreto que chegar a Belém. Caso seja enviada a proposta inicial do Governo, o candidato apoiado pelo PS disse que votará “politicamente” porque esta é uma reforma que “não resolve nenhum problema” antes pelo contrário, “vem criar mais instabilidade social”.

“A nossa economia precisa de competitividade, precisa que empresas sejam mais produtivas para que haja salários melhores. Há alguma proposta neste sentido? E depois aquela coisa que, para mim, é inaceitável que é a desigualdade salarial entre homens e mulheres”, disse.

Também André Ventura referiu a desigualdade salarial como uma questão a ser tida em conta, à qual somou as questões da modernização e da flexibilidade laboral.

Para o candidato, este tema não pode ser divido entre “a direita e a esquerda”, mas sim elevado para que a economia do país se possa tornar “competitiva e forte”.

“Precisamos que os nossos empresários, sobretudo os pequenos e médios, tenham uma legislação laboral que não seja sovietizada, que não seja um bloqueio”, referiu.

André Ventura voltou a concordar com António José Seguro quanto à discussão do tema. Para o candidato apoiado pelo Chega, a concertação social “podia ter ido muito mais longe” nesta discussão, acrescentando que “o trabalho do Governo com os partidos devia ter ido muito mais longe”,

Trabalho voltou à discussão quando o debate focou o tema da imigração

António José Seguro defendeu uma entrada regulada e controlada de imigrantes no país, enquanto não é possível alterar o perfil de desenvolvimento e crescimento económico. O candidato presidencial apoiado pelo PS referiu, ainda, que a imigração é relevante para vários setores, para a Segurança Social, mas também para o “rejuvenescimento da base demográfica”.

Questionado sobre a regularização extraordinária de meio milhão de migrantes em Espanha, Seguro admite promulgar tal medida, recordando as vantagens da imigração para o país.

Já André Ventura criticou a entrada desordenada de imigrantes e sublinhou que o Presidente da República poderia vetar a sua regularização. Insistiu que os imigrantes só são necessários porque “pagamos mal aos nossos”.

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José Brás
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Jornalista na RUM

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