Variante do Fojo. Com caos instalado, autarca de Gualtar pede reunião urgente à CMB

João Paulo Vieira, que já tinha alertado para o trânsito acrescido na freguesia de Gualtar com a intervenção prevista, denuncia um conjunto alargado de problemas de acesso à freguesia e pede reunião urgente ao presidente da Câmara Municipal de Braga.

O presidente da Junta de Freguesia de Gualtar solicitou com caráter de urgência uma reunião ao presidente da Câmara Municipal de Braga dado os constrangimentos de trânsito verificados desde o início da semana com o arranque das obras na Variante do Fojo.

João Paulo Vieira, que já tinha alertado para o trânsito acrescido na freguesia de Gualtar com a intervenção prevista, denuncia um conjunto alargado de problemas de acesso com afluência a artérias sem capacidade para acolher uma frequência tão significativa de viaturas.

Ouvido pela RUM, aponta como exemplos imediatos a Estrada Nacional 103 e a Estrada Municipal 590, que faz a ligação entre as freguesias de Gualtar e Adaúfe, que estão “num estado preocupante de degradação” e com marcações e sinalização desgastadas. A esta situação soma-se, ainda, o facto de várias outras vias alternativas se encontrarem em obras ou estarem num estado inadequado para receber o fluxo de trânsito que já se começou a verificar.

Autarca de Gualtar avisa que o telefone não pára de tocar com queixas de automobilistas e fregueses


“Executivo anterior tinha a obrigação de ter estes problemas em conta”

João Paulo Vieira, Presidente da Junta de Freguesia de Gualtar

João Paulo Vieira refere algumas destas vias alternativas para escoamento do trânsito

“Chamamos a atenção das estradas que poderiam ser alternativas, como o estradão que liga a Sete Fontes, mas não foi levada em conta”, acrescenta.

Em apenas dois dias, a Junta de Freguesia de Gualtar recebeu dezenas de queixas dos moradores que veem a sua rotina afetada por longas filas de trânsito. A situação é agravada quando se tem em conta o conjunto de serviços essenciais que a freguesia acolhe cujo bom funcionamento depende de uma mobilidade eficaz.

“É uma freguesia muito sui generis. Nós temos uma universidade, temos um hospital central, por onde passa muita gente, temos um centro de saúde com 30 mil utentes, temos uma EB2/3, temos muitos comércios e serviços. Obviamente que estamos preocupados no sentido de proteger toda esta mobilidade que é necessária”

A par disto, a segurança dos peões é outra fonte de preocupação do socialista reeleito nas últimas eleições autárquicas.

Estes problemas, que não são novos, já tinham sido sinalizados inúmeras vezes ao executivo camarário anterior que, na opinião de João Paulo Vieira, é quem “tinha a obrigação de antecipar estes problemas, uma vez que “validou o projeto da Variante do Fojo”.

Autarca diz que contacto com Município foi acelerado devido às dezenas de queixas

Não o tendo feito, resta agora à Junta de Freguesia de Gualtar esperar que o novo executivo, liderado por João Rodrigues, atenda às necessidades.

“Aguardamos que o presidente da Câmara nos receba e que, em conjunto, consigamos encontrar soluções que possam resolver aquilo que neste momento é um problema muito grande. Os nossos residentes têm o direito a uma mobilidade acessível e a não estarem a gastar, todos os dias, mais 50 minutos para chegar ao trabalho”.

Na ótica de João Paulo Vieira, o plano a estabelecer com o município de Braga deve atuar em três áreas: a recuperação das vias principais, a renovação das marcações e da sinalética, que “sendo uma obrigação do município, até agora não foi concluído” e a definição de vias alternativas para escoamento do trânsito.

Autarca refere as três áreas onde há necessidades de intervenção

“Temos que encontrar um conjunto de alternativas que permitam uma fluidez de trânsito e que impeçam que, dentro da freguesia, tenhamos filas de dois quilómetros”, insiste.

O autarca acredita que, mesmo com todos os constrangimentos que estas obras de recuperação somariam aos problemas já existentes, esta é a melhor solução e aquela que anteciparia problemas mais sérios e atrasos maiores.

“Obviamente que não é o ideal, mas nesta fase não se pode fazer muito mais do que tentarmos encontrar soluções alternativas e formas de resolver aquilo que neste momento é um problema”, conclui.

Siublinhe-se que a empreitada tem a duração prevista de seis meses. “É proibido o trânsito automóvel na faixa de rodagem com o sentido poente-nascente da Avenida General Carrilho da Silva Pinto e da Avenida de São Bento (sentido Braga – Póvoa de Lanhoso, da “rotunda do Meliá” para a “rotunda de S. Pedro”);

No mesmo período, será especialmente condicionada a circulação na faixa de rodagem das mesmas avenidas com o sentido nascente-poente (Póvoa de Lanhoso – Braga), através da qual se efetuará o trânsito nos dois sentidos, com recurso a uma via de circulação para cada sentido;

Também no mesmo período será interrompido o acesso da Rua de Baixetes à Avenida General Carrilho da Silva Pinto e o acesso da Rua da Granja à Avenida de São Bento.

O prazo poderá ser ajustado em função das condições climatéricas, bem como de eventuais necessidades que possam vir a ser identificadas no âmbito dos trabalhos em curso”, pode ler-se na nota pública do município de Braga.

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José Brás
José Brás

Jornalista na RUM

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