Vânia Doutel Vaz e Gabriel Ferrandini exploram os limites da improvisação em nova criação

Uma residência artística que cruza a dança contemporânea de Vânia Doutel Vaz e a percussão de Gabriel Ferrandini culmina este sábado. O espetáculo, que terá a sua estreia no Centro Cultural Vila Flor (CCVF), em Guimarães, às 21h30, apresenta-se como um “dueto de música e dança”.
O projeto desafia as estruturas convencionais de composição, focando-se num diálogo orgânico entre os dois artistas. Vânia Doutel Vaz, com um percurso de 23 anos marcado por questões identitárias e políticas, descreve esta colaboração como um exercício de libertação estética, onde o objetivo passou por “poder simplesmente dançar, sem grandes tentativas concetuais elaboradas”, refere aos microfones da RUM.
Segundo a bailarina, o encontro com a bateria de Ferrandini permitiu explorar uma das relações artísticas mais ancestrais: a do som e do corpo.
Por sua vez, Gabriel Ferrandini sublinha a natureza fluida do processo, distanciando-o das normas rígidas de géneros como o jazz ou a música experimental. O músico admite que a criação tem sido conduzida por um sentido de descoberta mútua, afirmando que “tem sido uma coisa muito aberta que nem eu sei bem definir ainda o que é que eu estou a fazer ou porque é que estou a fazê-lo”.
A peça, que tem uma duração prevista de 45 minutos, utiliza o tempo como a sua principal âncora estrutural. Após a apresentação em Guimarães, a obra segue para Braga, onde subirá ao palco da blackbox do gnration no dia 30 de maio, também às 21h30.
