Utentes e profissionais contestam aumento dos preços do estacionamento no Hospital de Braga

A Comissão de Utentes da ULS de Braga denuncia mais um aumento dos preços do parque de estacionamento no Hospital de Braga, situação que agrava o esforço financeiro não só dos trabalhadores, mas dos doentes e familiares que precisam de cuidados regulares.
Recorde-se que a situação foi revelada, há dias, por Joana Bordalo e Sá, presidente do Sindicato dos Médicos do Norte (SMN), garantindo até que os profissionais poderiam seguir para greve caso não haja “uma solução concreta e rápida”.
Segundo a Comissão de Utentes da ULS de Braga, a tarifa aumentou 2 euros por mês no ano passado e mais 1 este ano, o que representa um aumento acumulado de três euros por mês para os profissionais de saúde e 6,70 euros por dia para os utentes.
Com estes reajustes, os profissionais chegam a desembolsar 612 euros por ano. O custo dos parques cobertos subiu de 50 para 51 euros, enquanto nos descobertos, o preço subiu de 35 para 36 euros, em 2026.
À RUM, José Lobato, responsável pela Comissão de Utentes, diz que este é provavelmente um dos parques mais caros da cidade, o que não se justifica dado a limitação de espaço nas redondezas e o seu propósito.
“Nesta altura, o parque é caríssimo. Quase que podia adiantar que é um dos parques mais caros da cidade. Isto não se justifica, isto devia ser um serviço de apoio para os utentes e os profissionais”
José Lobato denuncia ainda o facto de 25% desta receita reverter para a Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS), situação que, na opinião do responsável, transforma o hospital público numa fonte de lucro através do estacionamento.
Em resposta à Universitária, a Saba Portugal disse considerar “tratar-se de uma atualização normal, transparente e alinhada com os indicadores económicos oficiais”. Segundo o comunicado enviado, o reajuste “visa apenas assegurar a qualidade do serviço prestado mantendo os padrões de segurança, manutenção e conforto a todos os utilizadores, utentes e profissionais”.
A RUM contactou a Administração Central do Sistema de Saúde, mas ainda não obteve resposta.
